Foi o único Grand Slam que não aconteceu em 2020.

 

Talvez por isso a 134ª edição do mais antigo torneio de ténis do mundo parece ainda mais envolta em ingredientes especiais, naquela espécie de misticismo que sempre gravita em torno do All England Club, naquele cumprir de tradições que faz deste um torneio tão particular.

No fundo, não há amor como o primeiro.

 

Pressão?

Para Novak Djokovic a pressão, essa coisa que o sérvio nunca parece sentir, nunca esteve em níveis tão elevados.

Se o número um mundial ganhar Wimbledon soma o terceiro título de Grand Slam em três torneios disputados este ano e fica a um de conquistar o Grand Slam — nome dado ao tenista que consegue vencer os quatro majors numa temporada, algo que só Rod Laver conseguiu alcançar, em 1969.

 

Djokovic virou Paris do avesso

 

Mas há mais: vencer em terras britânicas significa ainda igualar Roger Federer e Rafael Nadal em número de Grand Slams conquistados, com 20 títulos.

Ou seja, para Novak Djokovic erguer o troféu de Wimbledon traduz-se numa série de feitos notáveis que o jogador sérvio tem, desde sempre, vindo a perseguir.

O primeiro jogo é diante de Jack Draper, um wild-card britânico, #253 do ranking ATP que surpreendeu o mundo quando venceu Jannik Sinner e Alexander Bublik no Queen’s Club, só perdendo nos quartos-de-final para Cam Norrie. Muito cuidado.

O arranque da partida está marcado para as 13h30.

 

João Sousa-Andreas Seppi

Para hoje, há também o encontro de João Sousa com o italiano Andreas Seppi, um dos jogos mais importantes da carreira do português.

Na última edição do torneio, em 2019, chegou aos oitavos-de-final perdendo apenas com Rafael Nadal naquela que foi a sua melhor participação de sempre num Grand Slam, ou seja, há muitos pontos para defender.

 

Uma campeã inédita pela 6ª vez seguida

 

Às 14h30 há um entusiasmante Daniel Evans x Feliciano López, que promete muito equilíbrio e talvez cinco sets.

À mesma hora entra em court o finalista vencido de Roland Garros, Stefanos Tsitsipas, diante do sempre difícil de defrontar Frances Tiafoe, sobretudo em relva.

Andy Murray, tenha pernas e a direita no sítio, e pode levar a melhor sobre Basilashvili, tenista georgiano que tem estado em boa forma, chegando às meias-finais de Halle, perdendo apenas para Andrey Rublev.

Para o final da tarde, marcado para as 17h, temos um encontro que dificilmente desiludirá: Sebastian Korda x De Minaur.

O australiano vem de uma vitória no ATP 250 de Eastbourne e o jovem norte-americano tem talento de sobra para fazer deste um dos jogos do dia.