E tudo começou com Figo.

Lembramo-nos bem daquela fotografia no dia 1 de julho de 2000:

  • Luís Figo entre Florentino Pérez e Alfredo Di Stéfano e as costas da camisola do Real Madrid com o número 10 e as letras F-I-G-O

O até há pouco tempo capitão e símbolo do Barcelona tornava-se o grande trunfo nas eleições de Florentino Pérez para a presidência do Real Madrid.

Tal como Santiago Bernabéu tinha feito com Di Stéfano em 1953, quando tirou a Seta Dourada do caminho da Catalunha.

Meio século depois foi graças ao português Figo que o espanhol Pérez venceu as eleições. E iniciou uma era.

Lembram-se dos galácticos?

 

 

O jogo com o Eibar para a La Liga – com vitória pois claro dos merengues por 2-0 e a reentrada na luta pelo título – marcou o jogo 1000 de Pérez no clube.

O Real está a 3 pontos do Atlético e a 2 do Barça.

 

 

No seu mandato teve mais vitórias que derrotas. E muitos títulos.

Para se medir a grandiosidade dos seus mandatos (plural como veremos a seguir) basta ver que conquistou mais títulos internacionais (14) do que nacionais (12).

 

2 etapas

No fundo estamos a falar de 2 etapas de Pérez no clube blanco.

Apresentou-se pela primeira vez às eleições em 1995 contra Ramón Mendoza e Santiago Gómez Pintado. Mas ficaria em segundo, perto de Mendoza.

En 2000 voltou à carga e derrotou o então presidente Lorenzo Sanz convencido que ficaria no cargo devido às vitórias na Taça dos Campeões em 1998 e 2000.

Mas Pérez (como sabemos) apareceu com Figo e varreu tudo desta vez.

Seria reeleito em 2004.


Fonte: Marca

 

Demissão em 2006

Apesar do sucesso financeiro e de alguns títulos a gestão de Pérez foi criticada por se basear demasiado na marca do clube e não tanto no futebol e na modalidades.

O engenheiro civil nascido em 1947 seria demitido a 27 de fevereiro de 2006, reconhecendo na altura que a equipa e o clube precisavam de uma nova direção.



Fonte: Marca


Regresso em 2009

Mas Pérez regressaria ao lugar que ocupa… até hoje.

A 14 de maio de 2009, o ex-líder madridista anunciava nova candidatura. E ganharia.

Como Bernabéu havia feito com Di Stéfano – quando o argentino-espanhol chegou a Madrid o clube da capital não era o maior do país, nem mesmo da cidade: tinha 2 títulos no campeonato e conquistados havia mais de vinte anos.

Na sua saída, o Real era o maior clube de Espanha – e da Europa.

Pérez repete-lhe o feito. Tornou o Real ainda maior – com mais 5 La Ligas e… 5 Champions.