Mourinho tinha 41 anos e esta não era a primeira final europeia dele. No ano anterior já tinha vencido com o Porto a Taça UEFA (lembramo-nos bem daquela vitória sobre o Celtic em Sevilha).

Agora em Gelsenkirchen queria fazer o que ninguém tinha feito – e até hoje ninguém fez. Meter uma equipa fora dos big 5 a vencer a Liga dos Campões.

Na final apanhou o Monaco e despachou aquilo com 3-0.

 

 

Parece simples mas enfiar o Porto entre os maiores da Europa é tudo menos isso.

E no entanto tudo começou mal, com um empate em Belgrado frente ao Partizan, 1-1 com a pior equipa do grupo. Havia ainda Real Madrid e Marselha para defrontar.

Na recepção ao Real, derrota por 1-3 – estamos a falar dos galácticos todos com Casillas, Roberto Carlos, Figo, Guti, Zidane e Ronaldo. Marcaram Helguera, Solari e Zidane.

A participação do campeão português estava com mau aspecto e à beira da eliminação.

Um empate e uma derrota parecia deixar as coisas mal arrumadas para o Porto, antevendo uma deslocação difícil a França. Mas seria precisamente em Marselha que tudo iria mudar.

 

 

Drogba marcou primeiro, mas Maniche, Derlei e Alenichev foram fundamentais para a vitória mais importante na fase de grupos: 2-3 e estava consumada a ressurreição dos portistas na Champions.

No jogo de volta, a vitória 1-0 (Alenichev) no Dragão sobre os marselheses separou definitivamente as águas e deixava a qualificação aberta a Real Madrid e a Porto.

Depois seguiu-se o triunfo sobre o Partizan (2-1 com dois golos de Benni McCarthy) e o empate 1-1 em Madrid (golo de Derlei de penálti). Estava feito.

1 Real Madrid 14
2 Porto 11
3 Marselha 4
4 Partizan 3

O resto é história.

O empate épico nos últimos minutos em Manchester nos oitavos de final.

A corrida louca de Mourinho

 

A eliminação do Lyon de Essien, Malouda, Juninho Pernambucano e Élber nos quartos de final.

A vitória na Corunha 0-1 sobre o super Deportivo que havia eliminado na ronda anterior o Milan numa das mais incríveis reviravoltas da história do futebol (derrota 4-1 em Milão e goleada 4-0 no segundo jogo).

E as portas da final abertas.