Uma final entre Björn Borg e John McEnroe era capaz de dar um filme. E não é que deu mesmo?

Mas antes do filme existiu o jogo. Estamos a 5 de julho de 1980 – e há 40 anos o mundo parou para ver o sueco contra o norte-americano.

Ou melhor: para ver um pirralho americano meter-se contra o super campeão nórdico a caminho do seu quinto título consecutivo em Wimbledon.

Uma rivalidade histórica (a maior de sempre no ténis?) à flor da relva inglesa.

Entre 1978 e 1981 os dois enfrentaram-se 14 vezes nos courts no circuito principal da ATP. Ficou empatado, com 7 triunfos para cada.

Já sabemos o desfecho desta final: o sueco venceu e terá sido o último grande momento de Borg no ténis, depois de abandonar a carreira com 26 anos.

 

 

Claro que McEnroe mordeu a língua e voltou no ano seguinte para se vingar: e aí apanhou Borg novamente na final e venceu. Noutra grande partida de ténis.

Mas nesta, que muitos acham a melhor final de sempre, tivemos tudo.

John entrou a matar e venceu o primeiro set 6-1. Mas Björn respondeu à campeão e venceu os dois sets seguintes por 7-5 e 6-3.

 

As grandes batalhas no ténis (para ver na televisão)

 

Sem se deixar abater, o americano dos palavrões e das raquetas partidas pôs em sentido o sueco da meditação e da superstição: venceu o quarto set 7-6 num dos mais memoráveis tiebreakes de sempre – chamaram-lhe a “Guerra do 18-16”, 34 pontos consecutivos no total e toda a história do ténis ali condensada.

Na negra a experiência do sueco fez-se valer 8-6 perante um miúdo que estava ainda a começar a experimentar a sua primeira final de um Grand Slam.

McEnroe iria disputar as quatro finais seguintes de Wimbledon, perdendo apenas uma, para Jimmy Connors.

E tudo começou naquela tarde de junho em 1980.