Asamoah Gyan está a lançar uma companhia aérea, recebe chamadas de mulheres de todas as partes do mundo (segundo a FourFourTwo) e apesar de estar no Kayserispor o ganês de 33 anos ainda se preocupa com o Sunderland – o que é estranho porque jogou apenas lá um ano (2010-11).

Ah e quer vencer a CAN.

Quase a retirar-se terá sempre na cabeça um momento terrível na sua carreira. Um daqueles momentos que o faz acordar durante a noite.

É esse o seu maior arrependimento na vida?

«O penálti contra o Uruguai no Mundial 2010 nos quartos de final dá cabo de mim. Nove anos depois ainda acordo a meio da noite a pensar nisso.

Não acredito que falhei. Nunca mais fui o mesmo. Às vezes sinto que o futebol é cruel. Trocaria todos os meus golos para ter marcado aquele – teria tornado o Gana o primeiro país africano a chegar a uma meia final num Campeonato do Mundo.

Eu sou humano. Acho que é algo que vou ter de viver o resto da minha vida.»

 

 

Estamos a falar daquela mão marota de Suárez em cima da linha. Causou-lhe a expulsão mas valeu a pena. No minuto 120 Gyan não conseguiu converter o penálti.

Depois do 1-1 no jogo (golos de Forlán e Muntari), Uruguai e Gana foram para os penáltis – 4-2 e os sul-americanos seguiram em frente.

Gyan marcou, mas não serviu de muito. Mensah e Adiyiah falhariam os seus e perdiam a passagem para as meias finais.

1-0 Forlán
1-1 Gyan
2-1 Victorino
2-2 Appiah
3-2 Scotti 
3-2 Mensah x
3-2 Pereira x
3-2 Adiyiah x
4-2 Abreu

Já conversou com Suárez sobre o lance?

«Sim, encontrámo-nos logo a seguir ao Mundial porque eu fui jogar para Inglaterra e defrontámos o Liverpool.

Ele estava muito contente por ter usado as mãos para impedir o golo.

Disse que tinha de fazer o que fosse preciso pelo seu país, foi algo assim que tirei da nossa curta conversa porque o inglês dele não era muito bom.

Mas não guardo nada contra ele – falhei openálti e terei de viver com isso.»