Só há um homem a vencer dois trebles seguidos: Samuel Eto’o. O resto é conversa.

Atenção, sabemos bem o que fez Paulo Sousa: foi campeão europeu duas vezes seguidas por dois clubes diferentes (primeiro com a Juventus em 1996, logo a seguir com o Dortmund em 1997 – mas quer a Juve quer o Borussia não foram campeões em Itália e na Alemanha no ano em que venceram a Champions).

E nós estamos a falar do treble: Campeonato, Taça e Champions.

Estamos entendidos?

Paulo Sousa fez uma coisa que poucos fizeram (que é vencer a Champions por dois clubes). Aliás, apenas 11 o fizeram:

  • Desailly (Marselha 1993 e Milan 1994)
  • Deschamps (Marselha 1993 e Juventus 1996)
  • Van der Sar (Ajax 1995 e Man United 2008)
  • Paulo Sousa (Juventus 1996 e Dortmund 1997)
  • Deco (Porto 2004 e Barcelona 2006)
  • Xabi Alonso (Liverpool 2005 e Real Madrid 2014)
  • Cristiano Ronaldo (Man United 2008 e Real Madrid 2014, 2016, 2017 e 2018)
  • Piqué (Man United 2008 e Barcelona 2009)
  • Eito’o (Barcelona 2009 e Inter 2010)
  • Sturridge (Chelsea 2012 e Liverpool 2019)

 

Seedorf 4×3

Clarence Seedorf abraça Alexandre Pato nos tempos do Milan | foto Buzzi IMAGO

 

Também não nos esquecemos o que Seedorf fez: foi campeão europeu 4 vezes, em três clubes diferentes (Ajax 1995, Real Madrid 1998 e Milan 2003 e 2007).

Só que o holandês também nunca conseguiu fazer um treble em nenhuma das vezes:

  • Ajax em 1995 Vencedor da Campeonato, Vencedor da Liga dos Campeões e quartos de final da Taça da Holanda
  • Real em 1998 4º lugar na La Liga, Vencedor da Liga dos Campeões e 8 avos na Copa del Rey
  • Milan em 2003 3º lugar na Série A, Vencedor Liga dos Campeões e da Taça de Itália
  • Milan em 2007 4º lugar na Série A, Vencedor da Liga dos Campeões e meias finais da Taça de Itália

 

Só nos resta Eto’o

Há dez anos, o camaronês vencia com o Inter de Milão a Série A, a Taça de Itália e a Liga dos Campeões. Foi uma das peças fundamentais de Mourinho no clube italiano.

E um ano antes tinha feito o mesmo no Barcelona: venceu a La Liga, a Copa del Rey e a Champions. Aí foi também crucial na equipa de Guardiola.

A história foi até uma vingança doce sobre os catalães.

Eto’o foi o melhor marcador da equipa do Barça no campeonato desse ano (30 golos, menos 2 que Forlán no Atlético e mais 2 que Villa no Valência). É obra.

Mesmo assim, Pep Guardiola não resistiu a trocar Eto’o por Ibrahimovic, pagando ainda mais 50 milhões ao Inter.

E o que aconteceu no ano seguinte? O Inter de Eto’o foi a Barcelona onde jogava Ibra eliminar os catalães nas meias finais da Champions. Numa das mais famosas celebrações de Mourinho.

 

A (outra) icónica celebração de Mourinho