Gérard Houllier é um homem de começos. Foi decisivo com a seleção da França, PSG, Lyon e Liverpool. Agradeçam-lhe.

Morreu aos 73 anos, depois de uma operação ao coração, o mesmo músculo que em 2002 deu um primeiro aviso e o fez deixar Inglaterra e voltar para França.

Ou como disse Lineker na sua despedida ao treinador francês: Oh no! Uma das pessoas mais espertas, calorosas e queridas.

 

Primeiro a França

Thierry Henry e o Europeu ganho nos sub-19 em 1996 diz que foi um momento decisivo na sua carreira – graças a Houllier, era ele o treinador.

 

 

Antes tinha sido campeão com o PSG, em 1986. Antes de o PSG ser este PSG papa-títulos e cheio de dinheiro. Aquele foi o primeiro de todos – seguir-se-iam oito:

  • 1985–86, 1993–94, 2012–13, 2013–14, 2014–15, 2015–16, 2017–18, 2018–19 e 2019–20

Depois foi para Liverpool vencer tudo. Bom, tudo-tudo não porque lhe faltou o campeonato e a Champions mas as bases ficaram lá todas, de resto papou tudo (incluindo o magnífico ano de 2001):

  • Taça UEFA em 2001
  • Taça de Inglaterra em 2001
  • Taça da Liga em 2001 e 2003
  • Supertaça Europeia em 2001
  • Supertaça de Inglaterra em 2001
  • Vice-campeão inglês em 2002
  • Finalista vencido da Supertaça de Inglaterra em 2002

Not bad, hein?!?

 

 

Rafa Benítez em lhe pode agradecer. Rafa herdou a equipa de Gérard mas com Xabi Alonso, Luis García e Jamie Carragher. Fácil.

Com isto fez um brilharete e venceu a Liga dos Campeões. Não só venceu como o fez em grande estilo: chamam-lhe a melhor final de sempre da Champions. Quem somos nós para contestar? Sim, estamos a falar daquele 3-3 depois de estar a perder por 3-0.

Portanto, Rafa, Brenny e Jürgen toca a agradecer ao mestre.

Ainda voltou a França para ser campeão com o Lyon duas vezes – em 2006 e 2007. Depois dele o Lyon só seria campeão mais uma vez.

Merci.