Rápido como um raio. Pronto, a piada está feita, vamos a Bolt, o atleta mais veloz do planeta.

Neste dia 16 de agosto há 10 anos Usain Bolt batia o recorde do mundo dos 100 metros – o jamaicano melhorou a marca 3 vezes na sua carreira, mas nesta última tornou a tarefa quase impossível de superar.

  • a primeira na primavera de 2008 em Nova Iorque 9,72s
  • depois nos Jogos de Pequim 9,69s
  • e a última nos Mundiais de Berlim em 2009 9,58s

Como é que ele fez isto?

Fácil (para Bolt).

Fez o hectómetro em 41 passos (largos), com uma amplitude média de 2,85 metros durante os últimos 20 metros e mais de quatro passos por segundo.

A sua velocidade máxima atingiu um pico de 44,4 km/h aos 67 metros.

 

 

Segundo um estudo biomecânico de Rolf Graubner e Eberhard Nixdorf feito para a IAAF, Bolt passou os 50 metrps em 5,47 segundos e os 60 metros em 6,29 segundos – o recorde mundial dos 60 metros em pista coberta alcançado por Christian Coleman é de 6,34 segundos… Mas Bolt nunca tentou fazê-lo.

Nunca se tinha tirado tanto tempo a um recorde – pelo menos desde a época do sincronismo electrónico que começou na década de 1960 e permite ler até aos centésimos.

O jamaicano tirou 11 centésimos aos 9,69 segundos que tinha ele mesmo estabelecido nos Jogos Olímpicos de Pequim.

Foi nessa corrida na China que ganhou fama universal e desde aí deixou de correr a fundo nos últimos 20 metros para se dedicar a celebrar a vitória.

Em Berlim, Bolt ainda apertou até ao fim, auxiliado pela excelente temperatura para aquecer os explosivos músculos de velocidade (26° C), o ligeiro mas legal vento a favor (0, 9 m/s) e, acima de tudo, a grande rivalidade do americano Tyson Gay, quatro anos mais velho e capaz de fazer 9, 71 segundos – a melhor marca da sua vida até aí e recorde dos EUA.

Quatro dias depois, Bolt batia o recorde do mundo dos 200 metros.