A três corridas de se retirar da Fórmula 1 depois de 11 anos no circuito, Romain Grosjean passou por um milagre no GP do Barém.

Ou aquilo a que chamamos milagre, que é tão somente a conjugação perfeita para se salvar de um violentíssimo embate que deixou o seu carro partido ao meio… antes de explodir em chamas.

A noite no deserto de Sakhir tinha tudo para correr bem.

E correu, quando assistimos Grosjean a sair de dentro do mar de chamas pelo seu pé depois de longuíssimos 28 segundos a ser consumido pelas labaredas.

 

Hamilton venceu (claro) mas o protagonismo não foi para o britânico, mas sim para o piloto franco-suíço da Haas.

 

 

O que é que salvou Grosjean de uma morte certa?

Primeiro o halo (aquele T que agora aparece na frente do cockpit e que muita celeuma criou), que o piloto confessou ter-lhe salvado a vida e cuja existência Grosjean sempre foi contra.

«Há uns anos não era a favor do halo mas penso que foi a maior coisa que conseguimos introduzir na Fórmula 1 e sem isso não estaria a falar com vocês hoje»

 

 

Depois de consumido pelas chamas pouco restou do Haas de Grosjean.

Foi o halo, implementado em 2018 para proteger o cockpit dos pilotos (mesmo debaixo de várias críticas por ser “feio”, “estranho” ou “tirar a visibilidade” ao condutor) ficou no sítio, salvando a vida ao francês.

Grosjean foi levado de ambulância para o hospital com queimaduras ligeiras nas mãos e tornozelos, mas sem fraturas.

 

Os 5 factores que salvaram Grosjean

Além do halo, foi também a fibra de carbono mais dura do que aço a ajudat a salvar a vida do piloto – e o Nomex, que evita queimaduras durante mais de 11 segundos. E, claro, uma equipa médica rápida e a experiência do piloto para conseguir ter sangue frio para sair dali.

Grosjean, bem como todos os pilotos, está habituado a sair do cockpit em 10 segundos (como ditam as regras) e foi capaz de ter o sangue frio para tirar o cinto de seis pregas entre as pernas e encontrar o espaço entre o encosto da cabeça e o halo.

Tudo isso a seguir violento impacto do carro e estar cercado durante 27 segundos pelo fogo, com a fumaça tóxica que tanto tramou a vida de Niki Lauda.

 

O fato que resiste a 800 graus

O fato Nomex foi também crucial. É ignífugo e consegue aguentar pelo menos 11 segundos a uma temperatura de 800 graus (apesar de aguentar mais tempo) – passou com distinção nesta prova.

Porque só ao fim de 15 segundos apareceu um comissário com um extintor para baixar a temperatura.

A seguir apareceram os médicos Alan van der Merwe e Ian Roberts. Este úlitmo precipitou-se para tirar Grosjean do carro, sem pensar que este podia explodir, e utilizou um extintor para ajudr a baixar as chamas e com a outra mão ajudar o piloto que saía aos gritos sem uma bota, as mãos a deitar fumo e a viseira derretida.