Nadal e Federer tinham avisado que não participariam no US Open, o espanhol por causa da pandemia, o súico por causa de uma lesão no joelho.

Sobrava Djokovic dos Big Three, nem receio do covid nem lesão nenhuma.

Mas o sérvio foi desqualificado por ter atirado uma bola à garganta de uma juíza de linha.

Sobrava Thiem.

«The moment Novak was out of the tournament, the chances for every player to win their maiden Slam increased. It was in the back of the head of every player, even though we all tried not to think about it»

Como dizíamos, sobrava Dominic Thiem.

Gaël Monfils havia desistido de ir ao torneio (por causa da pandemia), Fabio Fognini disse querer forcar-se já na época de terra batida, o mesmo disse Stan Wawrinka e Kei Nishikori.

 

 

A desqualificação de Djokovic fez do austríaco o favorito, mas isso jogou contra ele. Thiem já tinha jogado (e perdido) três finais do Grand Slam. Under pressure.

Esta era a sua grande oportunidade.

Ia ser duro contra Sascha Zverev na final. O serviço potente do alemão, o ritmo muito próprio imposto pelo tenista de quase 2 metros (tem 1,98m) contra o 1,85m de Dominic Thiem. Mais a pressão de ter jogado bem nas rondas anteiores e de ser o FAVORITO.

 

Quatro foi a conta que Thiem fez

 

Thiem venceu:

  • Munar
  • Nagal
  • Cilic
  • Auger-Aliassime
  • Minaur
  • Medvedev
  • Zverev

A final durou 4 horas.

5 sets.

Encontro decidido no primeiro tiebreak de sempre numa final do US Open.

Os dois jogadores serviram para o título: Zverev fê-lo a 5-3 e Thiem a 6-5, mas nenhum conseguiu fechar o encontro.

Vá lá, um derreado Thiem consguiu vencer a final 2–6, 4–6, 6–4, 6–3, 7–6 (6) contra um não menos cansado Zverev.

É o primeiro campeão de um Grand Slam em seis anos.

O primeiro a vencer o US Open num tiebreak.

E o primeiro a recuperar uma desvantagem de 2 sets desde 1949 – antes de haver sequer tiebreak no torneio.

 

Osaka, BLM

Também houve Osaka. E os nomes das vítimas de injustiça racial nas suas máscaras – um por cada encontro, até à final.

Breonna Taylor, Elijah McClain, Ahmaud Arbery, Trayvon Martin, George Floyd, Philando Castile e Tamir Rice

Naomi Osaka fez por honrá-las. Venceu todos os encontros, incluindo a final.

 

 

A japonesa bateu a bielorrussa Victoria Azarenka por 1-6, 6-3 e 6-3. E fez algo que ninguém fazia desde 1994: recuperou o set de desvantagem numa final feminina em Nova Iorque.

 

 

A última a fazê-lo tinha sido Arantxa Sanchéz Vicário: a espanhola deu a volta ao primeiro set ganho por pela alemã Steffi Graff para arrebatar a vitória numa das melhores finais da história.