Ao fim de 3h42m Djokovic cedia 6–4, 5–7, 6–4 e 6–2 e o título do US Open caía finalmente nas mãos de Nadal. Foi no dia 13 de setembro de 2010 e o espanhol acabava de conquistar o único Grand Slam que lhe faltava.

Nadal tinha 24 anos e tinha no CV o Career Golden Slam – ou seja todos os quatro Grand Slam no bolso. Nada mau.

Foi o sétimo tenista da história a fazê-lo e o mais novo dos cinco na era open. Também é o segundo homem a completar o Golden Slam (isto é a vencer os quatro Grand Slam e também os Jogos Olímpicos): o primeiro foi Andre Agassi (aquele que foi namorado da Brooke Shields).

 

 

Antes, Nadal já havia açambarcado 5 Roland Garros, um Open da Austrália e dois Wimbledon. Claro que o “touro” não se ficou por aqui. É ainda hoje o único tenista masculino a ter vencido um Grand Slam durante dez temporadas seguidas (“Década Slam”). Uau.

Fast forward, agora em 2020 o espanhol soma 19 títulos do Grand Slam – foi a 27 finais. À frente dele só Federer (aquele pai de dois pares de gémeos), com 20 títulos em 31 finais.

Mas não estamos aqui por causa disso.

Queremos ir onde tudo começou – a Paris de 2005. Ali, no Open de França, Nadal disputaria 86 partidas e venceria 84, uma percentagem de 98,50% em vitórias no torneio, um recorde até hoje.

Recuemos pois 15 anos, data do primeiro título de todos. Até porque 12 dos 19 troféus que tem na vitrine são na terra batida de Roland Garros.

Nessa final de 2005 limpou o argentino Mariano Puerta por 6–7(6–8), 6–3, 6–1 e 7–5.

 

 

Também aqui o espanhol fez história.

Foi o primeiro jogador a vencer em Paris na primeira tentativa desde Mats Wilander em 1982, e o mais novo desde Michael Chang em 1989.

As meias finais contra Federer foram épicas. Foi a terceira vez que os dois se encontraram, depois de dois duelos em Miami. Os dois enfrentaram-se 40 vezes nas carreiras e Nadal leva vantagem sobre o suíço: 24 triunfos contra 16 derrotas.

 

 

Esse confronto de 2005 não foi pêra doce. Federer vinha de 4 vitórias nos últimos 6 Grand Slam mas o espanhol venceu e lançou um aviso aos tempos difíceis que aí viriam para o suíço: entre 2006 e 2009 Federer alcançou 4 finais em Roland Garros perdendo as primeiras três para Nadal – conseguindo à quarta derrotar o sueco Robin Söderling que havia vencido o espanhol na quarta ronda.