Pelé está em todas. Já o tínhamos dito: mais de 1000 golos na carreira, 3 vezes campeão do mundo pelo Brasil, 2 Copas dos Libertadores, 6 vezes campeão e dez títulos no campeonato paulista pelo Santos. Chega?

Além de ter sido considerado o melhor jogador do século pela FIFA e é ainda o maior goleador da história do Santos e da seleção do Brasil. Repetimos, chega?

Isto é o que Pelé conseguiu na carreira. E o que não conseguiu? Também ficou na história.

Estamos a falar dos golos incríveis que Pelé não marcou. Pelo menos 3 “golos” durante o Mundial de 1970 que ficarão para sempre na nossa memória.

O camisola 10 mais famoso do mundo já era o mais famoso quando aterrou no México há 50 anos. Pelé tinha levado o Brasil ao primeiro título de campeão mundial em 1958 (com apenas 17 anos) e repetiu a façanha em 1962.

Sexta-feira 19 Junho 1h00
Brasil – Carioca
Bangu vs Flamengo
10,00 – 6,15 – 1,01

 

Em 1970 foi recebido como Rei e não acusou a pressão: levou o Brasil ao Tri e manteve a coroa até hoje.

A actuação do brasileiro foi fenomenal, mas poderia ter sido ainda mais.

Que o digam os guarda-redes Ivo Viktor, Gordon Banks e Ladislao Mazurkiewicz.

Estamos a falar de um chapéu incrível contra a Checoslováquia, um cabeceamento certeiro frente à Inglaterra e um drible fenomenal contra o Uruguai.

As três jogadas, todas no estádio Jalisco, mereciam terminar em golo, mas por pouco não o foram.

 

A chapelada a Viktor

 

Quarta-feira, 3 de julho. Brasil contra a Checoslováquia no primeiro jogo da fase de grupos. Pelé recebe a bola no círculo central, ainda no meio-campo, e dali arrisca um chapéu ao ver que o guarda-redes Ivo Viktor estava adiantado. Angustiado, o goleiro acompanha a trajetória da bola de cerca de 65 metros que termina rente ao travessão da sua baliza.

«Era o golo que me faltava. Quase consegui»

 

A defesa do século

Domingo, 7 de junho. Brasil contra a Inglaterra no segundo jogo da fase de grupos. Jairzinho avança pelo corredor direito, chega à linha de fundo e cruza à medida para Pelé. O cabeceamento sai colocado junto ao poste e parecia ir entrar – Pelé chega a levantar os braços a festejar o golo. Mas aí apareceu Gordon Banks a tirar a bola perto da trave e em cima da linha do golo.

«Até hoje, quando assisto, não acredito. Banks apareceu como um fantasma azul»

 

A auto-finta

Quarta-feira, 17 de junho. Brasil contra Uruguai nas meias-finais. Tostão lança Pelé e o guarda-redes Mazurkiewicz sai da baliza para cortar a bola – mas o brasileiro leva a melhor com uma finta de corpo surpreendente. A bola vai para um lado e Pelé pelo outro deixando o uruguaio confuso. Já sem ângulo, o remate sai a raspar o poste esquerdo.

«Saí da baliza e Pelé fez uma jogada excepcional mas não foi golo, e foi isso que eu sempre quis na vida, que não me marcassem golos»