Aslan Karatsev é russo, tem 27 anos e tem como preparador físico o português Luís Lopes, o mesmo de Frederico Silva.

Feitas as apresentações, acabam aqui as semelhanças com o tenista tuga.

Abram espaço para Karatsev: o mundo, a Austrália, Melbourne o-que-quiserem é dele.

 

Nos passos de Ivanisevic

O russo é o primeiro semi-finalista de um Major com o ranking mais baixo desde Goran Ivanisevic em Wimbledon, em 2001.

O croata chegou a Inglaterra com o numero 125 do ATP e foi o primeiro tenista com um wild card (convite) a ganhar um Grand Slam.

Na Austrália, Patrick McEnroe (irmão de John) atingiu as meias-finais em 1991, tendo a mesma posição que tem agora Karatsev, 114.

 

Ninguém lhe faz frente

Os adversários caem uns a seguir aos outros – parecem peças de dominó alinhadas a tombarem uma a uma.

Depois de três vitórias no qualifying em Doha foi a vez de despachar na primeira semana do Open da Austrália:

  • Gianluca Mager
  • Egor Gerasimov
  • Diego Schwartzman
  • e Félix Auger-Aliassime

O número 114 do ranking mundial deu cabo agora de Grigor Dimitrov por 2-6, 6-4, 6-1 e 6-2.

Et voilá, está nas meias-finais de um Grand Slam.

O russo é o quinto tenista a vir de um qualifying de um Major que atinge um lugar entre os quatro melhores.

O apelido Karatsev começou a correr no circuito tenista quando se sagrou campeão a semana passada da ATP Cup, integrando a equipa  com Daniil Medvedev, Andrey Rublev e Evgeny Donskoy.

 

 

 

Querem primeiro as boas ou as más notícias?

Vamos às boas primeiro:

Com isto, Karatsev, que há 13 meses era o número 297 do mundo já tem garantida a entrada no top 50 mundial (42.º com meias-finais, 28.º se chegar à final e 14.º se conquistar o título).

Só em Melbourne já conseguiu meter ao bolso 660 mil dólares, mais do que tinha feito até aqui em toda a carreira (618 mil dólares).

Agora as… menos boas vá:

Depois do brilharete terá agora de enfrentar um peso-pesado do circuito: Novak Djokovic.

Podia ser pior.