Há sempre coisas para contar sempre que Portugal e os Países Baixos se defrontam. E há sempre Maniche também, que marcou em dois jogos – no Euro 2004 e no Mundial 2006.

E Portugal ganha sempre, também.

Mas não é disso que queremos falar: e sim da animosidade que existe entre duas seleções que até gostam de jogar à bola: a Laranja Mecênica e o Futebol Total contra os brasileiros da Europa.

Em 2004, o golaço de Maniche foi tão rápido (e lindo, a UEFA coloca-o nos 60 melhores golos de sempre) que a transmissão televisiva não o apanhou e só viu quem estava no Estádio de Alvalade. Portugal ganhou 2-1 e passou à final.

A coisa ficou-se pelos 5 cartões amarelos – sendo que um dos amarelos foi para Ronaldo que decidiu mostrar ao mundo pela primeira vez os peitorais (foi a primeira de muitas exibições do torso como haveríamos de saber no futuro).​

 

 

A Batalha

Dois anos depois de Lisboa, Nuremberga foi o palco para os oitavos de final do Mundial de 2006. E aí já foi outra música.

No dia 25 de junho houve porrada de meia noite, mocada a dar com um pau, 16 cartões amarelos, 4 vermelhos e milagres dos milagres – nenhuma perna partida.

 

 

O que é que leva uns senhores como Figo, Deco, Ricardo Carvalho, Pauleta e Cristiano Ronaldo virarem-se à batatada a outros senhores como Van der Sar, Sneijder, Van Persie, Kuyt e Robben?

Com Luiz Felipe Scolari e Van Basten no banco: não são nenhuns trauliteiros.

OK que Scolari teve uma carreira medíocre enquanto futebolista nos 8 anos que cirandou como defesa central do Caxias, Juventude, Novo Hamburgo e Alagoano. Nada a ver com incrível pegada que Van Basten deixou no futebol.

Então, repetimos, o que lhes deu para andarem à sarrafada num Campeonato do Mundo?

Costinha e Deco foram expulsos por Portugal e nos Países Baixos tocou a Boulahrouz e a Van Bronckhorst.

E os amarelos?

  • Ricardo, Nuno Valente, Costinha (dois), Deco (outro dois), Maniche, Figo e Petit de um lado
  • Boulahrouz (também dois), Bronckhorst (dois também), Van Bommel, Sneijder e Van der Vaart do outro

E foi isto. E não é pouco. E Potugal voltou a ganhar com um grande golo de Maniche.

 

 

Claro que com tanto cartão Portugal passou aos quartos de final com uma equipa remendada. Mesmo assim demos cabo da Inglaterra e outra vez nos penáltis 0-0 (3-1 nos penáltis).

 

 

Mas fomos à vida nas meias finais frente à França de Zidane, autor do único golo, de grande penalidade: 1-0.

O capitão francês que seria expulso na final com a mais célebre cabeçada dos Mundiais – a Materazzi. E a Itália sagrar-se-ia campeã do Mundo.