A espera, senhoras e senhores, acabou.

O último Grand Slam da temporada arranca hoje em Flushing Meadows, Nova Iorque, com motivos de interesse raros.

Novak Djokovic pode conquistar os quatro majors numa temporada, aquilo que se chama completar um Grand Slam, algo que só a lenda Rod Laver conseguiu alcançar em 1969 e em 1962 — esta primeira conquista ainda antes da Era Open.

Mais: se o fizer chega aos 21 títulos de Grand Slam e torna-se o jogador com mais troféus da história, superando os eternos rivais Roger Federer e Rafael Nadal, que não marcam presença por problemas físicos.

A verdade é que ambos já parecem encaminhar-se para um lento final de carreira e Nole continua fresco que nem uma alface.

 

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Roger out

A ausência de Federer e de Rafa apenas encurtam o caminho do sérvio, que todos sabemos como tem sido implacável em jogos disputados a cinco sets, com inúmeras recuperações impensáveis e vitórias onde soube gerir as emoções de forma mais inteligente do que os seus adversários.

Por outro lado, e contra aquilo que se esperava, Daniil Medvedev já não pode roubar o primeiro lugar do ranking a Novak Djokovic durante o US Open.

 

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Em virtude da eliminação diante de Andrey Rublev nas meias-finais de Cincinnati, o russo deitou esse objectivo por água abaixo.

Assim sendo: será que a pressão diminui e o foco na primeira vitória num Grand Slam se torna mais acessível? Não sabemos.

 

Medvedev LOVE NY

O que sabemos é que Medvedev adora jogar em Nova Iorque, adora a envolvência e as barulhentas sessões nocturnas e adora o piso duro do US Open, onde se move na perfeição.

Hoje tem o último encontro do dia, às 02h, diante de Richard Gasquet.

Já dará para tirar algumas notas sobre o momento do número um russo.

 

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Tsitsipas: esquecer 2020

Tsitsipas é outro dos que tem de se chegar à frente no slam norte-americano.

Limpar a trágica derrota de 2020 diante de Borna Coric e explicar que pode ser uma ameaça real também em hard court e não apenas em terra batida — o grego tem talvez o jogo que mais interesse desperta no dia de hoje ao defrontar Andy Murray a partir das 18h30 no Artur Ashe Stadium.

Zverev é seguramente um adversário que todos estão a temer.

O alemão está em estado de graça depois da medalha de ouro em Tóquio e da conquista de Cincinnati. Embora, claro, a cinco sets a fruta seja de outro sabor.

 

21 norte-americanos

Esperemos também para perceber o que consegue o enorme contingente de norte-americanos presentes no quadro principal: são 21 jogadores.

Atenção especial para o jovem que tanto tem entusiasmado, Jenson Brooksby, bem como para um Mackenzie McDonald em muito boa forma e um Sebastian Korda que também parece ser um dos melhores jogadores jovens norte-americanos que apareceram nos últimos anos.

Os gigantes Opelka e Isner são também de manter debaixo de olho, embora o último tenha já uma complexa tarefa num dos jogos mais interessantes de hoje: derrotar o também compatriota Brandon Nakashima.

Rublev joga contra outro gigante, o croata Ivo Karlovic que superou as três rondas da qualificação para chegar até aqui.

A não perder é também o encontro entre Cameron Norrie e Carlos Alcaraz, marcado para as 21h.

E ainda o primeiro jogo da sessão nocturna: Bautista-Agut diante de Nick Kyrgios. Nunca se sabe o que pode acontecer.

E o US Open, estimado leitor, ainda agora vai começar.