A trilogia que os fanáticos do mma mais antecipavam está aí ao virar da esquina.

O americano Dustin Poirier a entrar no octógono pela 3ª vez na sua carreira para defrontar o irlandês, milionário e cara da organização, Conor McGregor.

Está 1-1 e é dia de decidir quem é o melhor de uma vez por todas e perante uma T-Mobile Arena, em Las Vegas, novamente cheia.

O evento principal do UFC 264 é dos mais esperados do ano.

Passados 6 meses da segunda luta entre os dois rivais, que se viveu quase como uma reunião de amigos de longa data, cheia de abraços e beijinhos, o cenário é agora de guerra aberta, com insultos de cá para lá e promessas de sangue derramado quando os dois subirem pela 3ª vez as escadas em direção ao octógono.

 

 

A história até aqui já é bem sabida. Começou em 2014, nos pesos pena, na altura com um Conor em ascensão e já com os olhos postos em si e um Poirier ainda verdinho, incapaz de lidar com o trash talk que tão caracteriza o estilo do irlandês.

Durou pouco tempo, nem 1 assalto, menos de 2 minutos.

Depois disso foi sempre a subir para Mcgregor. Campeão dos pena contra Aldo, champ champ contra Eddie Alvarez no Madison Square Garden e pelo meio duas lutas para a posteridade com Nate Diaz, uma aparição nos ringues contra Mayweather e a luta com Khabib.

Tudo junto e o resultado foram muitos milhões no bolso, ganhos através das lutas e negócios no mundo do uísque, todos alavancados pelo seu carisma.

Com todo este dinheiro a entrar – que lhe valeram inclusive um 1º lugar na lista da Forbes – e a lutar cada vez menos vezes, os resultados desportivos ressentiram-se: apenas uma vitória nos últimos 5 anos, contra Donald Cerrone.

 

 

Do outro lado, enquanto McGregor estabelecia este percurso, Poirier traçava o seu, com altos e baixos e acumular de experiência sem precedentes que viria a colher os frutos desejados quando chegou ao título interino dos leves.

Se pela altura da 1ª luta com McGregor parecia que não passaria do patamar de jovem talentoso, a maturidade e atividade dentro do octógono elevaram o seu jogo e Dustin chegou mesmo à categoria dos melhores de sempre nos pesos leves, acumulando vitórias impressionantes.

A lista negra é extensa: Carlos Diego Ferreira, Yancy Medeiros, Joseph Duffy, Bobby Green, Jim Miller, Anthony Pettis, Justin Gaethje, Eddie Alvarez, Max Holloway e Dan Hooker.

A segunda luta chegou passados 7 anos e a presença assídua dentro do octógono durante todos esses anos compensou e de que maneira o americano. K.O no 2º assalto depois do massacre às pernas de Conor que lançou o mote para a trilogia que finalmente está a chegar.

 

 

Em jogo não está nenhum cinturão – esse pertence a Charles Oliveira. Poirier preferiu apostar em si, ganhar o maior cheque da carreira e esperar que corra tudo bem para lutar pelo título a seguir. Com maior pressão está Mcgregor, que com mais uma derrota pode de vez perder a aura.

Preparem-se para Poirier vs Mcgregor 3, que vai ser bom.

Tal como o restante card que conta com o regresso do mágico do jiu-jitsu Ryan Hall numa luta complicada contra Ilia Topuria; o veterano Carlos Condit vs Max Griffin; Sean O’Malley a receber pela 1ª vez no UFC e com alguma surpresa, o luso descendente Kris Moutinho; e ainda a luta que pode decidir quem luta a seguir pelo cinturão dos meio médios – Gilbert Burns vs Stephen Thompson.