Não foi de sonho mas teve bons momentos a estreia de André Fialho no UFC.

O português de 27 anos, natural de Cascais, entrou com a bandeira portuguesa às costas e ao som de Dulce Pontes, mas perdeu por decisão unânime dos juízes e começou com o pé esquerdo a sua jornada na melhor organização de mma do mundo

 

 

Fazendo bem as contas, nem tudo foi mau.

A tarefa era difícil. Para além do pouco tempo de preparação, fruto de ter sido escolhido como substituto, enfrentava também um adversário duro de roer e muito mais experiente.

 

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As coisas começaram bem para Fialho. No primeiro round conseguiu pressionar o adversário, controlar o octógono e mostrar a qualidade do seu boxe, em grande medida graças ao uso do jab.

Logo à entrada para o segundo round deu para ver que iria ser complicado lidar com o oponente. O brasileiro entrou muito agressivo e a mostrar a criatividade/loucura que lhe é característica, com a utilização de pontapés rotativos, joelhadas e inclusive cambalhotas, que deixaram Fialho várias vezes em perigo.

No terceiro e último round foi notório o esforço do português em reverter o rumo dos acontecimentos e novamente com a estratégia iniciada no primeiro round, esforço esse que se revelou insuficiente.

Com um jogo demasiado circunscrito às mãos, Fialho não conseguiu surpreender o brasileiro, que voltou a ser o mais ativo e o detentor dos golpes mais vistosos.

 

 

No final do combate, foi mesmo a mão de Pereira a ser levantada em sinal de vitória, conquistando assim a sua 4ª vitória consecutiva, aproximando-se do top 15 do ranking dos meio-médios.

André Fialho pode no entanto orgulhar-se da sua prestação. Mostrou qualidade e, acima de tudo, conseguiu dar show e orgulhar os novos patrões que certamente lhe irão dar nova oportunidade.