Marcar golos fora não é tão difícil como era no passado (a frase não é nossa).

Por isso a regra que serve atualmente como primeiro critério de desempate nas eliminatórias após o número de golos marcados entre os dois jogos é obosoleta. E a UEFA diz que vai estudar o seu fim.

Ou melhor, Giorgio Marchetti, secretário-geral da UEFA, diz que o vai fazer.

“Os treinadores acham que marcar golos fora não é tão difícil como era no passado. Sentem que a regra deve ser revista e é isso que faremos”. Está dito.

A ideia partiu dos treinadores presentes no Fórum de Treinadores da UEFA, em Nyon, que apelaram ao fim da regra dos golos fora nas competições europeias.

Jose Mourinho, Rafael Benitez e Arsène Wenger à cabeça são os mais contestatários. Mas os outros portugueses presentes, Sérgio Conceição e Paulo Fonseca, também concordam com o desaparecimento da regra.

A regra dos golos fora foi utilizada pela primeira vez nas competições europeias na Taça das Taças, em 1965.

Adeus regra com mais de 50 anos?

Pronto, quer dizer que se isto for para a frente as reviravoltas vão deixar de ser tão épicas. Como esta (depois do 4-0 para o PSG em Paris).

 

 

E já que estamos numa de Barcelona, por que não esta remontada épica nos quartos de final da Copa do Rei em 1997?

Depois do 2-2 em Madrid, o Barça (com Baía na baliza, Fernando Couto na defesa e Figo lá na frente) esteve a perder 0-3 no Camp Nou. E deu a volta (com 3 golos de Ronaldo, um de Figo e o decisivo de… Pizzi).

 

 

Os catalães acabariam por vencer a prova, batendo o Las Palmas nas meias finais (7-0 no agregado das duas mãos) e o Bétis na final (3-2 após prolongamento – o golo da vitória foi apontado por Figo).