Estamos de volta ao frio e ao norte. Desta vez, na Trilogia Millennium, rumamos à linha de baliza do SK Brann, clube de Bergen, segunda maior cidade da Noruega.

Foi aí que encontrámos Ralf Fährmann, guarda-redes alemão de 31 anos, ex-capitão do Schalke 04, que na primeira metade da temporada vigente esteve emprestado do Norwich, sem sucesso.

No início de 2020 veio parar ao campeonato norueguês, a um clube que apenas por três vezes se sagrou campeão (a última delas em 2007), mas que tem sido uma presença assídua na metade superior da tabela (5º em 2009, 4º em 2011, 6º em 2012, 2º em 2016 depois de ter passado um ano na segunda divisão, 3º em 201 8) .

O homem nascido em Chemnitz, na Saxónia, começou a jogar à bola na sua cidade natal, antes de rumar aos juvenis do Schalke, onde começou, gradualmente, a ser chamado para todas as selecções jovens alemãs. Chegou a ser convocado – ainda que não tenha jogado – para o Euro Sub-19 2007, onde os bávaros de Boateng ou Özil viriam a ser eliminados nas meias-finais por uma super Grécia com Ninis, Sokratis, Mitroglou, entre outros.

Ainda que tenha chegado com relativa facilidade à equipa principal do Schalke 04, seria sempre uma tarefa complexa atingir a titularidade. Na altura, quem defendia as redes em Gelsenkirchen era um senhor chamado Manuel Neuer.

Com sede de minutos, Fährmann sai a custo zero para o Frankfurt onde, na segunda temporada, começa a ganhar espaço, no reinado do treinador Christoph Daum. É devido a esse lugar ao sol, a que se juntou a saída de Neuer para o Bayern, que fez com Fährmann voltasse a casa e pegasse de estaca na baliza do Schalke 04. Sobretudo a partir de 2013, foi, até sensivelmente metade da temporada de 2018/19, titular indiscutível na equipa de Gelsenkirchen.

 

Era ele que estava na baliza naquele épico – e tão polémico – 4-3 entre o Schalke 04 e o Sporting de Marco Silva, na Liga dos Campeões de 2014/15.

Era ele que estava na baliza nos dois jogos da fase de grupo da Liga dos Campeões 2018/19 que opuseram a equipa alemão e o Porto, de Sérgio Conceição. Chegando mesmo, na Alemanha, a defender um penálti batido por Alex Telles.

 

A questão é que Fährmann ainda não conseguiu estrear-se pelo Brann (e diga-se que se tivesse vindo para esta morada o ano passado ainda se tinha cruzado com o lendário Azar Karadas, que no final da época pendurou as botas aos 38 anos, já só jogava como defesa-central). E ainda não há data para o efeito.

O contrato estava previsto até Junho, pelo que se pode manter ou talvez estender dependendo do que se passar no regresso das demais competições futebolísticas europeias. Para já, o que parece certo é que Nubel, no final da Bundesliga, vai mudar-se para o Bayern. Faz lembrar qualquer coisa, não é? Da última vez que um jovem talentoso guarda-redes se mudou para o Bayern, Fährmann voltou ao clube do seu coração e brilhou. Aos 31 anos, ainda é tarefa bem possível.