Lembram-se da festa que o Japão fez no dia 7 de setembro de 2013 na cerimónia em Buenos Aires quando foi anunciado que tinham ganho a organização dos Jogos de 2020? Nós também não mas fomos ao Google.

Era uma repetição da edição de 1964 que os próprios japoneses haviam organizado e agora, a uns distantes 7 anos, anunciavam o regresso do basebol e do softbol. Risos e champanhe foram abertos.

Esqueçam isso tudo. 24 mil milhões de euros depois e com 11 mil atletas de 206 países parados os risos deram lugar a máscaras e montes de garrafas de champanhe continuam por abrir.

A Moosh (sim, até nós não contávamos com nada disto) dava conta há umas poucas semanas no incrível que os Jogos de Tóquio iam ser, tudo reciclado, das medalhas às camas de cartão. Estávamos encantandos.

Uns Jogos Olímpicos de papel e cartão

Mas não havia mesmo volta a dar. Os Jogos foram adiados. COI e o Japão evitaram, adiaram, demoraram mas tiveram mesmo de anunciar uma inédita decisão conjunta de adiar os Jogos Olímpicos para o verão de 2021 (provavelmente a prova decorrerá entre junho a setembro).

Desde que a OMS a 11 de março decretou como pandemia o novo coronovírus, os eventos desportivos foram sendo paralisados. As principais competições do mundo foram interrompidas sem prazo ainda definido para o regresso.

Agora foi a vez de Tóquio.

O COI rendeu-se. A pandemia do coronavírus levou a entidade e o governo japonês a adiarem os Jogos – só a guerra tinha obrigado a cancelar este evento e é a primeira vez na era moderna que o torneio é adiado. Anteriormente havia sido cancelado 3 vezes (1916, 1940 e 1944) devido à I e II Guerras Mundiais.

As provas em Tóquio estavam agendadas para 22 de julho (com a cerimónia de abertura prevista para o dia 24) deste ano – estender-se-iam até 9 de agosto, data do encerramento. Os Paralímpicos começariam a 25 de agosto mas também foram adiados.

A deciksão chegou depois de um telefonema do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, com o presidente do COI, o alemão Thomas Bach. Logo a seguir o Comité Olímpico Internacional confirmou o adiamento através de um comunicado.