Mijaín López tem quase dois metros e pesa 130 quilos. É impossível ganhar-lhe.

Na luta greco-romana (na categoria 130kg) não tem adversários à altura.

É a quarta medalha de ouro que conquista – nos quartos Jogos Olímpicos que participa.

Varreu tudo desde 2008: Pequim, Londres, Rio e agora Tóquio.

Saiam da frente.

Com o quarto ouro deixou para trás o russo Alexandr Karelin, campeão olímpico em Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996

 

 

Em Tóquio venceu todos os combates – nem um ponto cedeu.

A final contra o georgiano Iakob Kajaia foi igual a todas as lutas anteriores: terminou com vitória do cubano.

Tinha sido assim logo na estreia destes Jogos com o romeno Alin Alexuc-Ciurariu.

 

 

Repetiu-se com o iraniano Amin Mirzazadeh nos quartos-de-final e com o turco Riza Kayaalp nas meias-finais.

 

Tetra campeão olímpico

López venceu quatro ouros no mesmo evento individual em Jogos Olímpicos.

Com este feito, o cubano que dedicou nova vitória a Fidel Castro, junta-se aos americanos Al Oerter (disco, 1956-1968), Carl Lewis (salto em comprimento, 1984-1996) e Michael Phelps (200m estilos individual, 2004-2016) e ao finlandês Paul Elvstrom (vela, 1948-1960).

Todos quatro vezes campeões olímpicos na mesma modalidade.

 

 

Aos 38 anos o lutador pensava que Tóquio seriam os seus últimos Jogos.

Mas agora a porta de Paris abriu-se e López aponta para 2024 – subirá ao tapete com 41 anos.

«Não quero dizer sim ou não, mas para todos Mijaín está vivo. Tenho que pensar muito bem. Uma derrota para mim seria muito difícil»