Na nossa avaliação semanal costumamos sempre puxar por diferentes posições que tenham jogadores mais novos com muito futuro.

Só que, esta terça-feira, jogam-se as meias finais olímpicas de futebol e, como queremos andar para a frente, hoje só temos jogadores de ataque.

Brasil, México, Espanha ou Japão? Quem vai levar a medalha de ouro?

Será que os brasileiros vão repetir a proeza de Rio de Janeiro em 2016?

Ou os mexicanos voltam a conseguir o que fizeram em 2012 diante da seleção brasileira?

Ou os espanhóis, que estiveram próximos de ser eliminados pela Costa do Marfim, vão querer vingar o que não foram capazes de fazer no Euro’20 (sim, sim, há miúdos que estiveram por lá).

Bom, faltará ver o que fazem os japoneses: a jogar em casa, querem deixar as medalhas em território nacional, pois claro.

 

Ritsu Doan

Respeitando os anfitriões, comecemos por eles.

Ritsu Doan, avançado de 23 anos que anda pelo PSV desde 2019/2020. Já esteve no Arminia Bielefeld, da Alemanha, por empréstimo, e ainda no FC Groningen.

Começou a carreira no Japão no Gampa Osaka.

 

 

Chegou a ser referido como o “Messi japonês” e cresceu numa família onde só se respira futebol. Foi graças a um professor da primária, Yo Hayano, que passou a ter como desporto favorito o mandar a bola para a frente – ou, melhor, para dentro da baliza.

Com um claro talento nos pés, ganhou o prémio de melhor jogador jovem asiático em 2016 e ajudou o país na cruzada do Mundial sub-20 de 2017. Na verdade, há quem diga que joga como Xherdan Shaqiri, por terem ambos baixa estatura e grande talento para o drible.

E se há equipa que gosta de driblar (e de posse) é o adversário de Ritsu: Espanha.

 

Rafa Mir

Bom, vamos dar descanso a Pedri González, que já deve ter as orelhas quentes e os pés a ferver de cansaço.

Passemos para o novo pupilo de Bruno Lage no Wolverhampton: Rafa Mir.

Jogador espanhol de 24 anos.

 

 

Começou no Valência – pois é, nem todos podem vir do Barcelona – depois chegou a integrar os sub-23 dos Wolves, para logo voltar a Espanha (Las Palmas), Inglaterra outra vez (Nottingham Forest) e regressar mais uma vez aos nuestros hermanos para jogar no Huesca. Volta agora a terras de sua majestade, sendo que está a ser cobiçado pelo Atlético de Madrid.

Só que, esta terça-feira, não quer saber do inglês, não.

Quer repetir o que fez à Costa do Marfim: três golinhos, nem mais nem menos.

E repare, fê-lo depois de saltar do banco aos 90’. É obra.

Será que é só um plano B da La Roja, como diz o jornal Marca? Uff, nestes Jogos Olímpicos, a bem do seu futuro, esperemos que não.

 

Matheus Cunha

Como tem feito muito calor no Japão, passemos para terras de praia e de caipirinha na mão.

Matheus Cunha, brasileiro de 22 anos, é o senhor que se segue.

É claro que começou a jogar no Brasil, pelo Coritiba, mas passou para território mais gelado, Suíça, onde jogou 33 partidas ao serviço do FC Sion.

 

 

Habituado a temperaturas mais “refrescantes” aviou as balas para a Alemanha, e tem andado pelo RB Leipzig e pelo Hertha de BSC.

O grande problema é que pode não jogar hoje. O que é mau. Muito mau.

Matheus Cunha tem 18 golos em 20 partidas pela seleção brasileira.

Se ficar de fora, sempre pode apreciar a suposta proposta que o Leeds se prepara para fazer por ele.

 

Alexis Vega

Terminamos também nas Américas para falar de um mexicano que parece ser alvo do FC Porto: Alexis Vega.

23 anos, que não sabe vestir outra camisola sem ser de um clube do seu país: ou o Chivas ou o Toluca. Nem mais um.

A verdade é que os dragões até estão dispostos a abrir os cordões à bolsa – mais propriamente, a abrir mão de cerca de dez milhões de euros pelo mexicano.

 

 

Tem sido um dos protagonistas dos Jogos, com dois golos e duas assistências.

O ano passado, em 32 partidas pelo Chivas, fez apenas quatro golos.

Só que, este ano, foi considerado o melhor futebolista do torneio pré-olímpico da Concacaf, após o México ter derrotado as Honduras nos penáltis.

E ainda que não goste de ler críticas, confessou recentemente ter um sonho: representar a seleção nacional e vestir verde.

E sabe qual é a maior curiosidade sobre este jogador?

É que o Benfica, quando andava por lá Bruno Lage, também o sondou.

Portanto, assim que terminar a aventura olímpica, é bem provável que venha parar a Portugal. Será bem vindo. Com os seus diamantes nos dentes. Sim. tem mesmo. É ir confirmar.