Jorge Fonseca venceu a medalha de bronze mas prometeu a de ouro daqui a 3 anos nos Jogos de Paris 2024.

O português esteve perto do ouro em Tóquio mas foi tramado por uma cãibra.

Entrou confiante de fones para arrasar o coreano Guham Cho nas meias-finais dos -100 kg.

Mas uma câibra na mão esquerda paralisou-lhe os movimentos e traiu-o: ficou sem poder fazer a pega no adversário e perdeu o acesso à final.

«Estava com uma cãibra, quando fico muito nervoso fico com cãibras, os braços começam a bloquear. Não conseguia fazer mesmo nada, rigorosamente nada. Tentei controlar-me imenso, respirar fundo, fazer as coisas soft, mas não consegui. Pronto, foi o que foi, agora é trabalhar para conquistar o ouro em Paris, esse é o meu grande objetivo»

Afastado da final por waza-ari, ficou a faltar o combate pelo bronze.

 

A espera pela medalha (hoje pode ser o dia)

 

Bronze, podio e bandeira

Aí não falhou.

Apanhou o canadiano Shady Elnahas, 8º do ranking, e não deu hipóteses.

Venceu por waza-ari a 35 segundos e arrecadou o bronze.

«Sou bicampeão do mundo, o meu lugar é no ouro, é ouro, é ouro, trabalho para o ouro todos os dias, não trabalho para o bronze. Estou feliz, são os Jogos Olímpicos, mas quero mais. Quero ser o melhor de todos os tempos do desporto nacional»

 

Iguala Delgado e Telma

Foi a 25ª medalha para Portugal em Jogos Olímpicos – a terceira no judo, depois das duas medalhas de bronze de Nuno Delgado (Sidnei 2000) e Telma Monteiro (Rio 2016).

Para chegar ao bronze, Fonseca ficou isento na primeira ronda – derrotou depois por ippon o belga Toma Nikiforov, atual campeão europeu, em 17 segundos nos oitavos-de-final.

Seguiu-se o russo Niiaz Iliasov – o seu carrasco no Europeu deste ano.

Aqui o duelo prolongou-se até ao golden score e aí o português venceu por waza-ari ao fim de 3m55s no tempo complementar.