Apetrechados praticamente com os melhores jogadores da sua geração, Espanha e Brasil entraram em acção assumindo favoritismo.

A equipa de De La Fuente utiliza uma série de jogadores que há tão pouco tempo competiram no Europeu.

De Eric Garcia a Pau Torres, e ainda Pedri, Dani Olmo, Oyarzabal e Unai Simon.

Também Asensio e Dani Ceballos marcaram presença no 11 da Espanha que para grande surpresa não foi capaz de bater o Egipto.

Os africanos organizaram-se num 5x4x1, ofereceram iniciativa ao adversário, baixaram as suas linhas e conseguiram neutralizar intentos da “roja”.

 

 

Pouca capacidade de criação, e nem mesmo ser o tradicional 4x3x3 cujas rotinas estão assimiladas desde as selecções jovens fez parecer a selecção espanhola mais capaz de entrar em zonas de finalização com a qualidade prometida.

Com Dani Olmo e sobretudo Pedri a um nível elevado, foi ainda assim Dani Ceballos o principal dínamo da criação espanhola, que perante tamanha concentração numérica dos egípcios, sentiu falta de um ponta de lança eficaz na resposta ao jogo aéreo.

 

 

Rafa Mir, o avançado centro do Huesca substituiu Oiarzabal, mas desperdiçou sob o término da partida as duas maiores oportunidades espanholas, num grupo que fruto da derrota da Argentina perante a Austrália promete emoções fortes.

 

As estrelas do Brasil

O Brasil recheado de estrelas – Richarlison estreou-se com hat-trick, num conjunto que contou também com a irreverência de Antony e de Claudinho, e a tremenda categoria de Bruno Guimarães sempre a ligar os ataques – goleou a Alemanha num 4 a 2 que pecou por demasiado escasso perante tanto desnível.

 

 

A selecção germânica procurou assumir o jogo – dividiu a posse – e consentiu consecutivamente ataques rápidos à canarinha que chegava sucessivamente com os 4 da frente em igualdade ou superioridade numérica ao último terço.

Cada saída veloz do Brasil levou perigo – 25×7 remates num jogo de posse repartida – e os germânicos foram sobrevivendo sobretudo pela extrema ineficácia do ponta de lança Matheus Cunha.

 

Vem aí o futebol (nos Jogos Olímpicos)

 

O ponta de lança do Hertha isolado por diversas vezes – terminou o jogo com 6 remates – não foi capaz nunca de materializar em golos as incríveis oportunidades que o conjunto canarinho lhe concedeu.

No mais, toda a partida foi um festival ofensivo de uma selecção cheia de talento e recursos técnicos, que se arriscará a bater todos quanto os que lhe voltem a dar espaços largos para atacar.

Richarlison somou três golos, mas foi a tremenda capacidade de criação de Bruno Guimarães que possibilitou consecutivamente que a canarinha abalroasse uma selecção alemã completamente perdida no relvado.

 

A Suécia acabou com uma das melhores séries de sempre no futebol

 

A reedição, ao contrário, do Mundial de 2014 só não aconteceu porque a eficácia do ponta de lança canarinho esteve muitos furos abaixo da exibição da equipa de André Jardine.