Em 2001 Vasilis Gagatsis quis acabar com o circo.

Gagatsis era o novo presidente da Federação grega de futebol e ficou impresionado com o caos que era tudo o que rodeava a seleção da Grécia – incluindo a equipa e os jogadores.

Chamou-lhe um “circo andante”.

A ideia foi ir buscar Otto Rehhagel – um alemão com disciplina para pôr ordem na casa.

«Maria Callas foi a maior cantora do mundo, mas era única, por isso era criticada. Nós eramos a Maria Callas do Europeu», Otto Rehhagel

 

Trdução

Havia outro problema: a língua.

Para derrubar essa barreira, Rehhagel contratou Ioannis Topalidis, um jogador e treinador grego que autava nas ligas mais baixas da Alemanha.

Era impossíve traduzir palavra por palçavra do alemão para o grego.

«Eu queria Otto Rehhagel porque ele era alemão, mas nucna sonhei que este alemão tivesse um coração de um grego», Gagatsis

Topalidis apelou ao sentimento e lembrou Otto que não podia dizer as coisas tão diretamente. Feito.

Agora há um documentário sobre a história mais bela do futebol grego. E uma das mais negras do futebol português.

 

Uma história por um Euro. O golo anulado a Sol Campbell contra Portugal

 

Glória e tragédia

Foi com essa seleção que Otto Rehhagel aterrou em Portugal – começou no Porto a derrotar Portugal e acabou em Lisboa a vencer a final… a Portugal.

“King Otto” é o título do documentário que segue a trajetória do técnico alemão nessa odisseia.

 

O dia em que Ricardo tirou as luvas (e Postiga fez aquele panenka)

 

Vai estar disponível “nas plataformas digitais”, diz o The Guardian.

É esperar para ver onde estreia, porque é capaz de valer bem a pena, apesar da dor que nos vai provocar a nós, portugueses.