Está com saudades de ver Lebron James continuar a mostrar que 35 anos é apenas um número? Ou sente falta de ver os Bucks, com Giannis no comando a assumirem-se com uma das principais equipas a ganhar o título?

Para matar essa saudade escolhemos 8 filmes de e sobre basquetebol.

Histórias daqueles que se tornaram lendas na NBA, como Lebron em “More than a Game” e Vince Carter em “The Carter Effect”, passando por Don Haskins, treinador que enfrentou o racismo do sul dos EUA nos anos 60 ou ainda a curta que valeu um Oscar a Kobe Bryant.

Se quiser algo sobre futebol também preparámos isto para si: as melhores finais da Liga dos Campeões deste século e os 9 filmes que ajudam a explicar o fenómeno do desporto-rei. Há ainda The English Game, a mini série da Netflix de Julian Fellowes, criador de Downton Abbey.

Enquanto a emoção do basquetebol não volta, sugerimos aqui 8 filmes/documentários que passam pela vertente desportiva, política, social e racial.

 

William Gates e Arthur Agee, os miúdos dos subúrbios de Chicago com o sonho de chegarem à NBA

O documentário Hoop Dreams data de 1994 e é um marco na cinematografia sobre basquetebol. Um retrato intimista da vida de dois jovens, William Gates e Arthur Gates, numa altura em que são recrutados por um olheiro de uma escola predominantemente branca para se aproximarem mais do sonho de chegarem a profissionais.

Mais que um documentário sobre basquetebol, é um retrato socio-económico focado nas vidas de jovens afro-americanos provenientes de bairros pobres dos subúrbios de Chicago.

 

A história da melhor equipa de basquetebol universitário

Glory Road retrata a história de Don Haskins – treinador que em 1997 entrou no Hall of Fame do basquetebol norte americano – e a sua equipa de 1966 da universidade de Texas Western.

Maioritariamente constituída por atletas afro americanos recrutados por Haskins por todo o país, a história centra-se no percurso da equipa texana – com inúmeros casos de racismo pelo meio – até à histórica final de 1966 da NCAA, onde pela primeira vez na história da competição uma equipa apresentou um 5 inicial apenas constituído por jogadores negros.

 

O início de Lebron James em More than a Game

Desde o momento em que entrou no liceu St. Vincent-St.Mary em Akron, Ohio, Lebron James tornou-se desde logo a maior promessa do basquetebol americano e o próximo sucessor de His Airness Michael Jordan https://vault.si.com/vault/2002/02/18/ahead-of-his-class-ohio-high-school-junior-lebron-james-is-so-good-that-hes-already-being-mentioned-as-the-heir-to-air-jordan.

Em More than a Game, mais do que a história sobre a ascensão e explosão mediática do ainda adolescente Lebron James, fala-se da amizade construída com os companheiros Dru Joyce III, Sian Cotton, Willie McGee e Romeo Travis – os “Fab Five” -, sob o comando do treinador Dru Joyce II, ao serviço da Fighting Irish.

 

O dever académico em detrimento do basquetebol em Coach Carter

Um filme com uma vertente pedagógica. A história é verídica e foca-se em Ken Carter, treinador de basquetebol no liceu de Richmond de 1997 a 2002.

Ken Carter é representado por Samuel L. Jackson no filme, um treinador disciplinador, de pulso firme, que na sua chegada ao liceu de Richmond, encontra um grupo de jogadores rebeldes com pouco interesse pelos estudos. Mais que as conquistas desportivas da equipa, a Carter interessava-lhe guiar os seus jogadores ao cumprimento dos deveres académicos, tudo isto através de métodos de disciplina rigorosos – chega até a fechar as portas do ginásio até os seus jovens atletas subirem as notas.

Uma história verídica onde o sucesso académico dos alunos significava mais do que o sucesso na quadra.

 

Toronto e os Raptors, com Vince Carter tudo mudou

Vinsanity, Air Canada, Half-Man, Half-Amazing, podem chamar-lhe o que quiserem. Vince Carter já vai com 42 anos e ainda hoje anda pela NBA. Os seus afundanços incríveis marcaram para sempre a NBA e ainda hoje são mostrados aos mais novos para verem como se faz. Como tudo começou?

No Draft de 1998, Vince Carter trocava os Golden State Warriors por uma equipa desinteressante e com apenas 3 anos de existência, os Toronto Raptors, juntando-se ao seu talentoso primo, Tracy McGrady, que até aí pouco tinha brilhado. Os anos seguintes foram de ouro.

The Carter Effect fala-nos exactamente do impacto de Vince Carter nos Raptors e na cidade de Toronto, principalmente através daquele Slam Dunk Contest de 2000, um dos melhores até à data e onde a lenda de Air Canada nasceu. Os patrocínios começaram a chegar, as aparições na televisão também, e se até aí os Raptors eram um franchise muito pouco sexy, com Carter tudo mudou.

 

Quando os Looney Tunes formaram equipa com Michael Jordan

Este é um clássico. Em 1996, já Air Jordan tinha saído da reforma e voltado ao basquetebol, era lançado Space Jam, um misto de filme de animação com acção real, onde as personagens de Looney Tunes pediam ajuda a Michael Jordan para os salvar das mãos de Mr. Swackhammer.

O filme traz também para o grande ecrã alguma dose de realidade, já que retrata a altura da primeira saída de cena de Michael Jordan do basquetebol, em 1993, e quando este, como forma de homenagear o seu falecido pai, jogava basebol e vestia as cores de uma equipa afiliada dos Chicago White Sox, os Birmingham Barons.

Até hoje, Space Jam é ainda o filme de basquetebol com maior sucesso de bilheteira. Em 2021 é esperada uma sequela do filme que terá como protagonista Lebron James.

 

A trágica história de Len Bias

A série documental 30 for 30 da ESPN trouxe-nos, em 2009, Without Bias, a história de um dos jovens mais promissores do basquetebol americano, Len Bias, que 2 dias depois de ter sido escolhido pelos Boston Celtics na 2ª posição do Draft de 1986, morreu de overdose de cocaína no campus da universidade de Maryland.

A história trágica de Bias marcou o debate político sobre o consumo recreativo de drogas nos Estados Unidos ao longo dos anos 80 e permitiu a criação daquela que hoje é conhecida como a Lei de Len Bias – uma lei que prevê uma pena de prisão perpétua a quem distribuir drogas a pessoas que morram decorrentes do uso dessas mesmas substâncias.

 

Quando Kobe ganhou um Oscar

Em 2015, Kobe Bryant anunciou a retirada do basquetebol ao escrever uma carta de despedida na The Player’s Tribune. Em 2017, juntou-se ao director Glen Keane e ao som das composições de John Williams nasceu Dear Basketball, uma representação animada dessa mesma carta e onde Kobe assume a voz de narrador.

A junção destes 3 génios nas suas respectivas áreas valeu um Oscar de melhor curta-metragem de animação e Kobe tornou-se o primeiro atleta profissional na história a conseguir ganhar o maior prémio do cinema americano.