Filmes sobre tenistas e filmes com tenistas lá pelo meio. É isto que temos para oferecer em tempo de fim de semana (muito) prolongado, com Páscoa e tudo.

Pirmeiro foi Hitchcock no “O Desconhecido do Norte-Expresso” em 1951, a ir buscar a ideia ao livro de Patricia Highsmith. Dois completos desconhecidos concordam em matar alguém de quem o outro se quer livrar (noir qb na filmografia do mestre do suspense). O aristocrata Bruno Anthony encomenda a morte do seu odioso pai e o tenista Guy Haines quer divorciar-se da mulher para se casar com a filha do senador.

Com uns belos amorties à rede e até mete a filha do realizador ao barulho, Patrícia Hitchcock.

 

Depois foi Woody Allen, com o sugestivo título “Match Point”, de 2005.

O professor de ténis Chris Wilton casa-se com a jovem Chloé para conseguir um lugar na empresa do sogro milionário, mas começa a traí-la com Nola Rice, a sensual noiva americana do cunhado, que ameaça expor o romance.

Umas boas esquerdas e aquela bola na rede que ficamos sem saber para que lado queremos que caia.

 

 

Mas verdade, verdadinha chega de romances e invenções. Queremos histórias que tenham acontecido mesmo.

A “Guerra dos Sexos” é baseado numa história verdadeira. Em 1973, uma partida de ténis entre o ex-campeão já reformado Bobby Riggs e a líder do ranking mundial Billie Jean King torna-se o centro de um debate global sobre igualdade de géneros.

Deixa de ser ténis para passar a ser muito mais do que isso. Presos sob a atenção dos jornais e das televisões e com ideologias diferentes, Riggs tenta reviver as glórias do passado, convicto de que ainda é capaz de vencer qualquer mulher quando bem lhe apetecer, enquanto King questiona a sua própria sexualidade e luta pelos direitos das mulheres.

Jogado no cavernoso Houston Astrodrome, atraiu uma audiência de 90 milhões na televisão nos EUA. Chauvinismo e misogenia de um lado, luta pela libertação das mulheres do outro.

 

E o que dizer do quente e frio John contra Borg? O ferve-em-pouca água McEnroe contra o iceberg Borg (Iceborg era sua alcunha)? O americano dos palavrões e das raquetas partidas contra o sueco da meditação e superstição?

Esta é a história de uma rivalidade histórica (a maior de sempre no ténis?) que conta a preparação dos tenistas Björn Borg e John McEnroe para a final de Wimbledon em 1980.

Entre 1978 e 1981 os dois enfrentaram-se 14 vezes nos courts no circuito principal da ATP. Ficou empatado, com 7 triunfos para cada.

Enquanto o sueco, tido como técnico e calculista, sofre a pressão de defender o título do torneio pela quinta vez consecutiva (um feito inédito), o norte-americano que é um relâmpago vai ter que superar o próprio temperamento explosivo para mostrar que é capaz de chegar ao topo do mundo no desporto.

Quem vencerá?

 

E depois temos “Wimbledon”, de Richard Loncraine (2004).

Peter Colt é um tenista sem grandes pretensões no desporto até conhecer Lizzie Bradbury, a mais nova estrela do ténis feminino e receber um convite dos organizadores do torneio de ténis mais famoso do planeta (estamos a falar de Wimbledon).

Esta dupla conjugação deixa Colt preparado para a sua última competição da carreira. Deixará mesmo?