Quando Abel Ferreira eliminou com o PAOK o Benfica de Jorge Jesus na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões em setembro, mal sabia o que se ia passar a seguir.

Seria o passar virtual do testemunho.

Abel trocaria a Grécia pelo Brasil, deixaria o PAOK fora da Champions (eliminado no playoff pelo Krasnodar 4-2 nas duas mãos) e abriria a porta ao Palmeiras.

Bicampeão da Libertadores, segunda vitória em cinco finais, o Palmeiras acaba uma obsessão que durava desde 1999 com a conquista de scolari. e termina a prova com apenas uma derrota

O título na Taça dos Libertadores no sábado com o Palmeiras repetiu o feito de Jesus com o Flamengo.

 

 

Pela primeira vez na história da Libertadores, treinadores estrangeiros de um mesmo país são campeões, de forma consecutiva, por dois clubes diferentes.

Depois de Jesus veio o Santos atrás de Jesualdo Ferreira, que treinou Abel no Braga e é uma referência para o agora treinador palmeirense. Augusto Inácio começou 2020 no Avaí e Ricardo Sá Pinto assumiu o Vasco.

Nenhum vingou, só Abel seguiu Jesus – e com sucesso mais rápido.

 

Pal-mei-ras

 

Foram pouco mais de 3 meses desde que o Palmeiras pagou a cláusula de Abel no PAOK e apresentou o portugês em São Paulo.

 

Breno marca aos 90+9

Do momento em que a bola saiu da cabeça de Breno Lopes e beijou as redes, um arco de de duas décadas sem conquistar a Libertadores passou pela mente do adepto palmeirense.

Rony cruzou e Breno Lopes, que tinha acabado de entrar, fez o golo de cabeça. Palmeiras campeão!

Assim que a bola se aninhou no fundo da baliza do Maracanã era sinal que a festa podia começar.

 

 

Com o golo do herói improvável, o Palmeiras venceu o Santos 1-0 no sábado e conquistou o bicampeonato continental.

Breno foi o protagonista inesperado de um torneio extraordinário.

O golo que decidiu a Libertadores foi marcado junto ao memos poste que, há pouco mais de seis anos, Mario Götze deu o título mundial À Alemanha

Esta prova será para sempre relembrada como a mais singular de todas as Libertadores.

 

 

Até dia 10 de novembro o herói da final estava na Série B, no Juventude. Entrou aos 84 minutos para o lugar de Gabriel Menino e saiu do Maracanã para a eternidade. Foi o segundo golo em 9 jogos pelo palmeiras