A recepção do FC Porto ao Sporting de Braga é o atrativo maior da meia-final da Taça de Portugal.

Os portistas terminaram os dois últimos jogos com os bracarenses em inferioridade numérica.

No campeonato, o Porto estava a ganhar 2-0 e viu Corona ser expulso aos 60’ e o Braga empatar a partida.

Na primeira mão da meia-final da Taça os azuis-e-brancos venciam 1-0 antes da expulsão de Luis Díaz (70’) e Uribe (90+7’). O empate dos arsenalistas apareceu aos 90+12’.

 

No final, Conceição disse a Carvalhal que 11 contra 11 o Braga levava 5 ou 6.

Hoje é o dia para o tira-teimas.

 

Depois de um empate em Braga a uma bola, a formação de Carlos Carvalhal terá de deslocar-se ao Dragão à procura de balançar as redes adversárias se pretende garantir o apuramento para o jogo final.

A equipa de Sérgio Conceição apresenta-se desgastada de tanto confronto decisivo num curto período de tempo, mas nem por isso deverá mudar padrão tático ou principais individualidades.

 

 

O choque de 4x4x2 só se fará notar nos momentos de Organização Defensiva.

Aí, Marega e Taremi trarão a pressão necessária para a primeira linha defensiva azul, enquanto Otávio e Tecatito têm o compromisso necessário para não deixar partir o bloco do FC Porto num 4x2x4 que possibilite espaço para os arsenalistas serem perigosos em ataque posicional.

Os azuis serão muito mais perigosos nos momentos pós recuperação da posse, porque ai com mais espaço, os movimentos de Taremi e Marega servidos pela progressão interior de Oliveira, Tecatito e Otávio terão bastante mais possibilidades de romper uma defensiva bracarense que soma dificuldades individuais e de entrosamento coletivo, pelo conjunto de mudanças a que vem sendo exposta.

O posicionamento alto dos dois laterais em simultâneo (Zaidu e Manafá) transformará o 4x4x2 de Carvalhal num 5x4x1, com o baixar de Galeno para a lateral, e daí mais dificuldades para sair com perigo em transição, pelas linhas mais resguardadas.

O perigo da equipa forasteira servir-se-á particularmente na chegada de Lucas Piazón e principalmente Ricardo Horta às zonas de finalização – os homens que se juntam ao redor de Sporar.

 

A ligação de Al Musrati seja em transição ou organização com os homens da frente é uma das armas mais poderosas de um Braga que perde favoritismo não somente pelo poderio caseiro do Dragão, mas porque vem apresentando uma linha defensiva com lacunas.

Contudo, o jogo do Dragão deverá ficar marcado, até pela matriz tática do conjunto bracarense, por um sem número de chegadas perigosas às grandes áreas, onde a eficácia determinará quem segue para a final.

E aí, Taremi terá argumentos para se superiorizar a Sporar.