O Sérgio Conceição parecia bruxo quando proferiu as famosas palavras no fim do primeiro jogo da meia-final da Taça em Braga:

«Onze contra onze levas 5 ou 6».

O 1-1 no final do jogo em Braga deixavam a final a um passo do Porto. Vantagem fora e com a moral toda até para poder proferir tamanha sobranceria.

A resposta de Carvalhal não se fez esperar.

No segundo jogo no Dragão, em 28 minutos com 11 contra 11 deu para o Braga dispor de:

  • 5 remates
  • 3 golos
  • uma bola à trave

O Porto ainda reduziu e Borja foi expulso aos 33.

Mesmo assim foi o Braga a seguir para a final – o Porto só conseguiu marcar mais um e o 2-3 foi insuficiente.

 

 

Massacre mal dirigido

O Porto acabou a primeira parte em cima do Braga e foi assim que começou o segundo tempo.

A pressão no adversário foi em crescendo, 23 cantos (contra 1), 28 remates (contra 7) – 8 contra 5 enquandrados -, 70% de posse de bola.

 

 

Mas golos é que nada.

Até ao golo de Marega a 15 minutos do fim. Mesmo assim ficavam a faltar 2 golos aos portistas.

Nada feito.

A culpa é do pior Porto sob o comando de Conceição: foi a quinta vez que os portistas concederam 3 golos – é a pior série do treinador .

O técnico nunca tinha sofrido tantos golos nas épocas anteriores – o máximo tinha sido em 3 ocasiões.

Desta feita, só por uma vez os 3 golos sofridos não significaram derrota:

  • no triunfo do FC Porto por 4-3 sobre o Tondela

As outra 4 vezes acabou em derrota:

  • Manchester City (3-1)
  • Paços de Ferreira (3-2)
  • Marítimo (3-2)
  • Braga (3-2)

 

8ª final em 10 anos

Com esta vitória no Dragão, o Braga vai disputar a sétima final da Taça de Portugal.

Os minhotos procuram a terceira vitória na competição, depois das conquistas de 2015/16, com Paulo Fonseca como treinador, e a da longínqua época de 1965/66, com Manuel Palmeira.

Os bracareneses chegaram à final noutras quatro vezes, saindo sempre derrotados:

  • 1976/77
  • 1981/82
  • 1997/98
  • e 2014/15

A última foi com Sérgio Conceição como treinador (perdendo para o Sporting nos penáltis).

Para Carlos Carvalhal esta será a segunda presença no Jamor, depois de ter levado o Leixões à final e sair também ele derrotado pelo Sporting, em 2002.

Com a Taça da Liga e até uma final europeia (a Liga Europa) e uma Supertaça, o Braga prepara-se para jogar a sua 8ª final em dez anos.