Kelly Slater já fez quase tudo no surf desde que aos 6 anos competiu – e ganhou – no Salick Brothers Surf Contest em 1978 (depois foi campeão do mundo 11 vezes).

Surfou as melhores ondas e tirou as melhores notas. Só lhe faltava criar a onda perfeita – uma tão boa e que se repetisse ad aeternum. Eureka, também conseguiu.

Chama-se Surf Ranch Pro, fica na Califórnia e tem direito a receber uma etapa do circuito mundial (WSL). Neste caso a oitava etapa. Foi o que aconteceu neste fim de semana (6 a 9 de setembro) com vitórias de Gabriel Medina e Carissa Moore. Slater, para não ficar mal visto, ficou em terceiro.

 

 

Toledo também deu espectáculo.

 

 

Nos homens, esta foi a sétima vitória do Brasil nas oito etapas do World Surf League Championship Tour 2018. Toledo ainda lidera, seguido de Medina e Wilson.

A havaiana Moore dominou o torneio e consolidou a liderança, enquanto aaustraliana Stephanie Gilmore conseguiu aumentar a distância que a separa da norte-americana Lakey Peterson, na terceira posição.

 

O sonho de Slater

O sonho tinha vários anos, mas começou a ganhar forma em 2015 depois de nove anos a desenvovler o projeto. Inaugurado como lago para esqui aquático, foi graças à parceria com Adam Fincham, especialista em mecânica de fluídos, que se conseguiu descobrir como fazer o swell (ondulação).

Os físicos chamam-lhe o solitão, uma onda solitária cuja estabilidade é invariável que imita o swell e pode durar até 50 segundos em cada sessão

Assim, uma lâmina de metal parcialmente submersa chamada hydrofoil corre num vaivém a lateral da piscina sob um carril com a ajuda de 150 pneus e cabos atingindo os 30 km/h, como explica o artigo da Folha.