Siyar Bahadurzada vs Curtis Millender
1.86 – 1.44

Em dezembro de 2014 Medina foi campeão do mundo. Agora Medina foi bicampeão do mundo. A tempestade brasileira não para de parir campeões mundiais. E bicampeões mundiais. E tricampeões mundiais?

Portugal é o oposto da tempestade brasileira. Ficou sem o único surfista do circuito (participam 22 atletas no World Tour). Frederico Morais perdeu na segunda ronda do Billabong Pipe Masters frente a Connor O”Leary e foi superado por Yago Dora e Joan Duru no ranking mundial – desceu ao 23.º lugar, o primeiro de despromoção.

3 brasileiros nos 4 primeiros no WSL 2018
1.º Gabriel Medina BRA 56,190
2.º Filipe Toledo BRA 51,450
3.º Julian Wilson AUS 51,450
4.º Ítalo Ferreira BRA 43,070
(os surfistas brasileiros venceram 9 das 11 etapas)

Gabriel Medina foi o primeiro brasileiro campeão mundial. E o primeiro brasileiro bicampeão mundial. E o primeiro tricampeão mundial?

 

 

 

 

Em 2012, Julian Wilson fez Medina pensar em desistir da carreira profissional depois da derrota na final da etapa de Portugal do Circuito Mundial de Surf (WCT).

Seis anos depois, o brasileiro respondeu ao australiano no Pipeline. Conquistou o bicampeonato e voltou ao topo do mundo. Perdeu em Peniche com o amigo Neymar a ver mas venceu na piscina de Slater.

Medina é o grande campeão de 2018 do Circuito. Nesta segunda-feira, o brasileiro venceu a meia final contra o sul-africano Jordy Smith e garantiu o título. Na fnal, não vacilou e conseguiu uma vitória inédita.

Aí, bateu Wison, que tinha vencido Kelly Slater na outra meia final por 14,20 a 11,17. Na final, o brasileiro voltou a manter o nível alto e levou a melhor para fechar com chave de ouro: 18,34 (9,57 e 8,77) a 16,70 (8,77 a 7,93).

 

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“Foi um ano intenso, estou muito feliz, eu não acho palavras, estou muito feliz, estou muito feliz de ver meus amigos e família felizes por mim. No fim do dia, é o que me faz vir aqui e dar o meu melhor. É tudo sobre o plano de Deus, eu tenho fé, eu tento meu melhor até o final. Estou muito feliz e é para você, Brasil”

O Brasil tem o maior contingente de atletas no top 34 do surf internacional: onze. A Austrália, com o segundo maior grupo (sete surfistas), não celebra um título mundial desde 2015, ano em que Mick Fanning carimbou o terceiro campeonato mundial da carreira.