Nadal é o rei da terra. Da terra batida, do pó de tijolo, de Paris, França. Mas também desta terra, planeta terra.

A vitória impressionante na final de Roland Garros sobre Djokovic em três sets (6-0, 6-2 e 7-5) fê-lo rei, a par de Federer (20 torneios cada um do Grand Slam).

 

 

Foi a 100.ª vitória em Paris de Nadal (e o seu 13º título). O que faz dele o quinto centenário em Grand Slam: juntando-se a Chris Evert (101 no US Open), o próprio Federer (102 na Austrália e 101 em Wimbledon) e a Serena Williams (106 em Nova Iorque).

 

 

 

 

A questão é: desde 2005 quando o espanhol venceu a primeira vez no Philippe Chartrier até 2020 , ano do seu último título, quem venceu em 2009, 2015 e 2016?

  • 2009 foi Federer
  • 2015 foi Wawrinka
  • 2016 foi Djokovic

A luta é (e continua) há duas décadas entre os 3. O Big Three: Federer (39 anos), Nadal (34) e Djokovic (33).

Juntos venceram 57 dos últimos 69 Grand Slam.

Novamente a dúvida: quem venceu os 12 que restam? Apenas 8 tenistas se conseguiram intrometer nesta luta a três:

  • Andy Roddick (US Open 2003)
  • Gastón Gaudio (Roland Garros 2004)
  • Marat Safin (Open da Austrália 2005)
  • Juan Martín del Potro (US Open 2009)
  • Andy Murray (US Open 2012 e Wimbledon 2013 e 2016)
  • Marin Cilic (US Open 2014)
  • Stan Wawrinka (Open de Austrália 2014, Roland Garros 2015 e US Open 2016)
  • Dominic Thiem (US Open 2020)

Em Garros, Nadal conseguiu um feito ainda maior.

O espanhol não cedeu um único set no torneio – tal como o tinha feito em 2008, 2010 e 2017.

 

 

É o único tenista a conseguir fazê-lo 4 vezes em Gran Slam. Björn Borg tinha consegui-lo em 3.

Com Djokovic leva vantagem no confronto direto (29-27), batendo o sérvio em 5 finais de majors: 3 vezes em Roland Garros (esta, 2012 e 2014).

«Honestamente este não é o momento para pensar nos números nem em Roger Federer. Isto é apenas um triunfo em Roland Garros, que me diz muito. Isto é uma história de amor que tenha com esta cidade e com este court»