Um dos poucos jogos em que Cristiano Ronaldo não jogou – ou praticamente não jogou – pela seleção de Portugal foi na vitória diante da França no Euro 2016.

Há quem tenha defendido na altura que sem CR7, a equipa das quinas jogava muito melhor.

Esta terça-feira, frente ao Azerbaijão (tem apenas um ponto), Portugal vai procurar consolidar o primeiro lugar, que ocupa com 10 pontos.

Só falta perceber como vai jogar, até porque será mais um vislumbre do que vale esta seleção sem a sua maior referência.

 

Agora vamos sem Ronaldo – estaremos confinados a um jogo pior e de difícil resolução?

 

Primeiro, é preciso dizer que Portugal ganhou a esta seleção com um auto-golo na primeira volta.

Depois, apesar do Azerbaijão só ter 1 ponto, fê-lo diante da República da Irlanda, equipa que mais dores de cabeça deu a Portugal nesta fase de grupos de qualificação para o Mundial de 2022.

 

A garrafa de vinho

Depois, Fernando Santos está a “dever uma garrafa de vinho” ao treinador dos azeri, Gianni de Biasi.

Não acredita?

Foi o próprio técnico italiano que o garantiu, já que quando andava a treinar os albaneses ganharam contra os portugueses por 1-0, o que levou à saída de Paulo Bento.

Em resposta – ou vá, em jeito de resposta – Fernando Santos garantiu que não coloca a perda de pontos diante dos azeri como cenário possível. E ainda disse que faltam 4 finais entre nós e a Sérvia.

 

Ronaldo, o animal de área que derrotou a Irlanda (e bateu o recorde mundial)

 

Baku na mente

Mas isso não interessa nada, até porque já ninguém quer muito saber o que pensa o senhor engenheiro.

O importante é ver o que acontece às 17h00 do dia de hoje em Baku.

Para ocupar a vaga do madeirense, o mais provável é que entrem Gonçalo Guedes ou André Silva. Qualquer um parece estar em forma, portanto, é (quase) tirar à sorte, ainda que os dois tenham uma função diferente no ataque.

Até porque o grande problema de Fernando Santos não é a ausência de Ronaldo.

É os golos que a equipa das quinas a sofrer: 9 em cinco jogos, algo anormal no seu passado recente.

 

O que tem feito o técnico português?

Treinar lances de bolas paradas durante 15/20 minutos e chega.

Também não pode fazer muito mais.

Tem craques lá atrás, de Pepe a João Cancelo, e um guarda-redes, Rui Patrício, que anda todo contente com José Mourinho na Roma. E a verdade é que esta é mesmo a pior sequência de golos sofridos desde que o senhor engenheiro é seleccionador.

Portanto, ou se sofre até ao último minuto de calculadora na mão, mas passamos em primeiro. Ou se sofre muitos golos e ficamos a ver navios.

Pior: desta vez, nem há capitão para navegar o barco. Haverá almirante à vista?