Já se sabe que há muito português no Luxemburgo.

Mas, quartos luxemburgueses pisaram solo português?

A bem da verdade, quantos jogadores da seleção nacional daquele país, fizeram uns minutos no nosso pequeno burgo?

 

Três

Pela nossa pesquisa, foram três:

  • Eric Veiga
  • Marvin Martins
  • e Vincent Thill

Dois deles (os últimos referidos) até jogaram na partida que valeu um grande susto à seleção das quinas, em março deste ano – 3-1, com um tento de um luso-descendente, Gerson Rodrigues. Neste segundo round, que acontece esta terça-feira, olhemos então para quem andou pelo nosso país, mas acabou por não ficar.

 

E tudo a França levou (a Liga das Nações depois do Mundial)

 

Eric Veiga

Comecemos com Eric Veiga, o único dos três que não defrontou recentemente Cristiano Ronaldo e companhia.

24 anos, defesa esquerdo, 4 internacionalizações.

É, portanto, um dos mais verdinhos.

Formou-se no Bayern Leverkusen ali nos idos de 2013, ficando duas épocas, para depois saltar para o Eintracht Braunschweig, sempre sem chegar ao séniores.

Foi preciso chegar a Portugal para começar a saber o que é jogar pela equipa principal.

Ainda fez uma perninha no Desportivo das Aves – sub-23 e a seguir no escalão sénior.

Só que não convenceu muito: duas partidas apenas. Foi no Vilafranquense que se encontrou.

Vai para a sua segunda época, sendo que o ano passado fez 17 jogos mas este ano já leva oito.

Coisa pouca? Talvez.

E é provável que nem chegue a entrar neste jogo, mas é dos poucos que sabe como jogam os portugueses.

 

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Marvin Martins

Passemos então para Marvin Martins. Filho de cabo-verdianos mas é luxemburguês de gema. Um defesa direito, 17 internacionalizações, um pouco mais de experiência e uma encruzilhada futebolística um pouco mais apetitosa para a imprensa internacional.

É que este ano, Marvin Martins saiu a custo zero do Casa Pia para ir reforçar o Áustria Viena.

Agora anda pela equipa B, sim, mas quer-se dizer, é obra.

 

 

Antes, tinha andado pelo Jeuness Esch e pelo Progrès Niederkorn, tudo equipas com nomes fantásticos nos Países Baixos que podiam perfeitamente ser dita numa longa noite nos Países Baixos.

Teve ainda tempo de aviar as malas para a Ucrânia, onde jogou pelo Karpaty: 23 partidas e um jogo.

Pois bem, num país com pouco mais de 600 mil habitantes – e que é bem rico mas que não é nada deslumbrante no futebol – é de louvar que Marvin Martins esteja a fazer este percurso.

Não esquecendo que o cabo verdiano faz parte de uma geração que agora joga quase toda no estrangeiro, uma realidade muito longe da que se vivia até há bem pouco tempo.

 

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Vincent Thill

Terminamos com Vincent Thill.

Não tem raízes lusófonas desta nossa linda diáspora.

Tem 21 anos e é o mais novo dos jovens que agora aqui apresentamos.

O seu curto percurso começa em França e, para já, termina no Vorskla da Ucrânia.

Sim, certo. Mais ou menos.

 

 

É que Vincent andou pelo Nacional mas apenas durante 19 partidas – com tempo para fazer duas assistências.

Este médio ofensivo, que também pode fazer o lado direito, tem uma história engraçada com Portugal. Bom, engraçada para nós, claro, porque para ele nem tanto.

É que o jogador foi despedido por “ausência injustificada”.

No encontro com os lusitanos saiu aos 58’, substituído pelo irmão.

O que deve doer. Ou não.

 

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Mas esteve mais tempo na vitória surpreendente contra a República da Irlanda.

O certo é que qualquer um pode espreitar um lugar no onze inicial.

O Luxemburgo tem seis pontos e quer causar dano a Portugal, que leva já 13 pontos.