É isso que os deuses fazem: oferendas.

Foi o que Zlatan Ibrahimovic fez no regresso quase 5 anos depois à seleção da Suécia.

Não somos nós a chamar Deus a Zlatan – foi o próprio que o fez quando soube da sua convocatória.

E o que fazem os acólitos? Agradecem a oferenda.

 

 

Foi o que fez Claesson. E com esse golo de Claesson a Suécia bateu a Geórgia por 1-0 e lidera o Grupo B de qualificação ao Mundial do Qatar 2022.

Não se julgue que é um grupo fácil de liderar.

Tem a Espanha (que empatou em Granada com a Grécia 1-1). E com isso deixou os suecos isolados no primeiro lugar – a única seleção a vencer a primeira jornada.

  • 1º Suécia 3
  • 2º Grécia 1
  • 3º Espanha 1
  • 4º Kosovo 0 (ainda não jogou)
  • 5º Geórgia 0

Portanto, hossanas a Zlatan.

 

Chegar, bater recorde e assistir

Não é fácil ser-se Zlatan.

É preciso corresponder ao estatuto.

Ibrahimovic é o máximo goleador da seleção sueca com 62 golos.

E com este regresso bateu um recorde de longevidade.

 

Lembram-se de Thomas Ravelli? Aquele guarda-redes de cabelo ralo que raramente saía dos postes?

(OK aquele 1,86m não devia ajudar à auto-estima de uma aventura muito longe da baliza)

Ravelli detinha o recorde de jogador mais velho a representar a Suécia – 38 anos e 59 dias.

Agora já nada resta desse registo com a volta de Ibra à seleção – fê-lo com 39 anos e 173 dias.

E foi um regresso a um estádio que bem conhece.

Foi no Friends Arens em Solna que Zlatan ajudou a inagurar num particular com a Inglaterra em 2013 – e marcou um dos melhores golos da carreira.

Venceu até o prémio Puskás.