Aí estão eles outra vez. Juntos, agora para a qualificação do Mundial 2022.

 

Primeira parage: Azerbaijão

A primeira partida perante o Azerbaijão será no plano teórico a mais acessível.

O 4x4x2 da equipa adversária organizar-se-à com muita gente atrás da linha da bola, procurará fechar caminhos até ao seu primeiro terço, contudo a diferença qualitativa é um absurdo, e a equipa de Fernando Santos que deverá surgir no seu tradicional 4x3x3 deverá marcar as diferenças desde bem cedo.

Danilo, Bruno Fernandes e Bernardo Silva por dentro trarão pausa, critério e capacidade de acelerar nas subidas dos laterais Cancelo e Nuno Mendes, enquanto em zonas de criação com espaços mais fechados, João Félix e Diogo Jota procurarão servir o goleador Cristiano Ronaldo.

A selecção nacional tem hoje argumentos criativos e capacidade finalizadora dos seus homens mais adiantados para cavar desde bem cedo as diferenças, numa partida que poderá perfeitamente servir para Cristiano se aproximar do record de Ali Daei.

 

Quem é Ali Daei, o senhor dos 109 golos?

 

Sérvia

De natureza completamente diferente será a partida que oporá Portugal à Sérvia.

O conjunto de Stojkovic é mais uma das formações em solo Europeu a recorrer a sistema de três centrais e com isso garante maior solidez defensiva.

A forma como se “desdobra” ofensivamente com o projectar dos laterais (Kostic e Lazovic), associando-se aos médios – Gudelj e Milinkovic-Savic para variar corredor e encontrar espaços livres, bem como a criatividade de Tadic, o homem referência do Ajax, e de Vlahovic, avançado da Fiorentina, trará uma Sérvia perigosa no momento em que recupera a bola e procura acelerar o jogo.

A diferença individual faz-se notar, mas está longe de ser demasiado acentuada.

Perante uma estrutura bem organizada e com jogadores capazes de saltar com qualidade para o ataque, a selecção de Fernando Santos terá de se apresentar a um nível alto no momento de Transição Defensiva.

Danilo e Moutinho deverão formar a dupla no meio, com a criatividade de Bruno Fernandes a pisar espaços mais adiantados.

Do trio João Félix – Bernardo Silva – Diogo Jota, um “cairá” para fora do 11 para que Portugal possa apresentar uma equipa com solidez na transição defensiva, mantendo equilíbrio. O ponto de partida do selecionador luso é sempre defender com qualidade – mesmo enquanto ainda tem a bola – para daí saltar para o ataque onde as individualidades marcam a diferença.

A matriz tática de duas equipas de possível expectativa e boa qualidade individual poderá trazer um jogo mais lento, de menos capacidade de criação e pontuação baixa, onde o pormenor da eficácia será letal. E aí, Portugal terá Cristiano.

 

Luxemburgo

Terminará a primeira grande jornada perante o Luxemburgo, e embora seja previsível algumas mudanças técnicas pelo instalar da fadiga das partidas anteriores, a selecção lusa não deverá encontrar dificuldades de maior.

Cresceu bastante e contará com a criatividade de Thil, jogador do Nacional e com a velocidade de Gerson na frente de ataque, a selecção luxemburguesa. Contudo, o desnível técnico e tático é ainda bem notório.

O 4x4x2 em Organização Defensiva do oponente luso cerrará fileiras, concentrando todas as suas linhas em zonas baixas e de grande concentração numérica.

A matriz tática da partida trará dificuldades de criação ao poderio ofensivo português. Contudo, o dominio e controlo da partida deverá ser absoluto, e com soluções por fora – Nuno Mendes e Cancelo – de grande capacidade desequilibradora e por dentro – definição em espaços curtos de Félix e Bernardo, a chegada ao golo que tranquilizará a selecção portuguesa deverá ser uma questão de tempo.

A riqueza da convocatória nacional contará com alternativas de qualidade perante possível fadiga instalada dos jogos anteriores e esse é também um ponto de vantagem importante comparativamente com o seu oponente.

Serão três partidas iniciais para somar nove pontos e descolar rumo ao Mundial, mesmo que na Sérvia a dificuldade seja elevada e vá requerer compactarão defensiva e concentração total.