O Liverpool começou mal e acabou em grande.

A época abriu com a derrota para o Man City na Supertaça inglesa, aquilo a que os ingleses chamam Community Shield: 1-1 (5-4 nos penáltis).

A partir daí foi um ver se te avias.

 

RoboKlopp varreu tudo (11016 dias depois)

 

Na Supertaça europeia os Reds venceram o Chelsea 2-2 (5-4 nos penáltis).

Depois no Mundial de Clubes bateram o Monterrey nas meias finais 2-1 e o Flamengo na final (1-0 no prolongamento).

E agora, depois de 30 anos de uma longa espera, conquistaram a Premier League. Perfeito, hein?

Não. Há 23 dias neste percurso quase irrepreensível que mancham o CV de Klopp.

Entre 18 de fevereiro e 11 de março, o Liverpool encaixou 4 derrotas em 6 jogos num hiato de 23 dias: uma anormalidade para o registo vitorioso dos Reds:

vs Atlético de Madrid (derrota 1-0 nos oitavos da Champions)
vs West Ham (vitória 3-2 no Campeonato)
vs Watford (derrota 3-0  no Campeonato)
vs Chelsea (derrota 2-0 e eliminação da Taça de Inglaterra)
vs Bournemouth (vitória 2-1 no Campeonato)
vs Atlético de Madrid (derrota 2-3 e eliminação da Champions)

 

Isto fez com que os atuais campeões europeus fossem eliminados da Champions, da Taça de Inglaterra e impedissem o Liverpool de vencer invicto a Premier League – algo que só o Preston North End em 1889 e o Arsenal em 2004 conseguiram (lembram-se dos Invencibles?).

 

Eliminado da Taça da Liga

Para participar no Mundial de Clubes Jürgen Klopp abdicou de jogar a Taça da Liga (os quartos de final da prova inglesa frente ao Aston Villa jogavam-se no dia 17 de dezembro e a meia final da competição da FIFA com o Monterrey no dia 18).

Como não alteraram a data em Inglaterra o treinador do Liverpool decidiu enviar os juniores para o embate com o Villa – sairia derrotado por 5-0 e eliminado). Depois da Supertaça inglesa, foi a vez de mais um troféu fugir das vitrines de Anfield.

 

Regressado do Qatar com o título de campeão mundial (o segundo troféu da época a ingressar nas vitrines de Anfield), o alemão focou-se na Premier League – e encetou uma série de 9 vitórias seguidas no campeonato, abrindo um fosso de 22 pontos para o segundo classificado, o Man City.

 

Confronto (e derrotas) com o Atlético

Confortável no topo da Premier League, os Reds chegaram a Madrid para disputar os oitavos de final da Liga dos Campeões enquanto detentores do troféu.

É aqui que começa o período mais conturbado da época para o Liverpool.

Um golo bem cedo de Saúl manietou a equipa inglesa que nunca se conseguiu soltar das amarras da formação espanhola: o futebol agressivo do Atlético impôs-se e o Liverpool voltou a casa com uma derrota por 1-0.

Entre esse jogo e o da segunda mão em casa, Klopp foi goleado em casa do Watford 3-0 na 28ª jornada. Inapelável. Foi a primeira e única derrota até agora do Liverpool no campeonato.

 

 

Ainda mal refeitos desse singular desaire na Premier League, que impede o Liverpool de igualar o recorde do Preston North End e do Arsenal (os adeptos dos gunners foram para as ruas festejar), os Reds sofreram outra logo a seguir: frente ao Chelsea para a Taça – 2-0 e elimnados.

Receberam o Bournemouth para o campeonato e venceram 3-2 a pensar no jogo com o Atlético para a Champions, daí a 4 dias. Nova derrota e eliminação, no prolongamento 2-3. E outro troféu a voar de Anfield.