Hoje 12h00
Monte Carlo
Fabio Fognini vs Andrey Rublev
1.95 – 1.68

Mais uma voltinha, mais uma moeda, mais uma vitória para Rafa Nadal?

Começa esta segunda-feira o ATP Masters 1000 Monte-Carlo, torneio que o espanhol e número dois mundial já venceu por onze vezes. Sim, isso mesmo, onze vezes.

Podemos encarar o Monte-Carlo Country Club como uma espécie de casa de férias de Rafael Nadal. É que onze vitórias – incluindo um recorde na era Open de oito título consecutivos entre 2005 e 2012 – transforma este lugar.

É como se ele fosse sempre o anfitrião nesta casa de campo, aquela imagem descontraída de receber os convidados em roupão, com um banquete de luxo e cadeiras da realeza. Só que à última da hora puxa-lhes as cadeiras e caem todos no chão, neste caso, na terra batida

Nadal – recentemente nomeado pelo seu tio e ex-treinador, Antonio Nadal, como “uma pessoa lesionada que joga ténis” – nem sempre esteve ao seu melhor nível nestas onze vitórias.

Bem sabemos o histórico de lesões do canhoto, mas isso, na sua casa de campo, não parece importar muito, Nadal, chega à terra batida, chega ao cenário idílico de Monte Carlo – e onde só entra gente que receba mais de x por mês, consoante apresentação do recibo de vencimento –, com o Mediterrâneo e uma porrada de iates estacionados no horizonte e vence.

Bom, nem sempre.

Em 2013, era número 3 do ranking, e perdeu na final para Novak Djokovic, o convidado mais incómodo, que viria a vencer novamente em 2015, nos tais três anos de secura de Nadal, que perdeu nessa última edição com uma derrota, de novo para Djokovic, na meia-final (o sérvio viria a ultrapassar Berdych numa final complicada vencida apenas no terceiro set).

Pelo meio, em 2014, uma final suíça. “Stanimal” Wawrinka, à época número 3 do mundo, ganhou ao ídolo e amigo Roger Federer, que havia eliminado Djokovic nas meias-finais. Nadal, nesse ano, perdeu nos quartos-de-final para um inspiradíssimo David Ferrer, que despachou o então número 1 mundial por dois sets.

 

 

Depois tudo voltou ao normal, os lugares na mesa foram ocupados como anteriormente e Nadal voltou a ser rei. Na anterior edição do torneio venceu o japonês – e actualmente em visível subida de forma (e de ranking) – Kei Nishikori, que se dá muito bem nesta superfície.

 

 

Aos maiores candidatos – convidados, perdoem – juntemos Djokovic, claro, bem como Dominic Thiem, que depois da chegada à final de Roland Garros 2018 será sempre a esperança mais real para derrotar Nadal em terra batida.

Zverev (#3) e Tsitsipas (#6) também suscitam curiosidade, sobretudo para ver se não acabam o torneio com o cabelo descolorado para laranja.

Roger Federer fará sempre falta nesta mesa, pelo que veremos o que Wawrinka consegue fazer pela armada suíça. Isto sem nunca esquecer as possibilidades dos espanhóis e argentinos – e alguns italianos – que sempre adorar os pequenos-almoços dados por Rafa.

Bautista-Agut, Cecchinato, Fognini, Schwartzman, Pella, Munar, por aí. Isso e os putos canadianos, mas que já podem beber com os adultos, representados por Denis Shapovalov e Felix Auger-Aliassime, que vejamos se têm andamento para isto.