Descobrimos os dez melhores talentos nacionais e passámos aos jovens com maior potencial dos três grandes.

Fomos ao Seixal e ao Olival fazer o top-10 da formação do Benfica e do Porto. Agora é a vez de abrirmos as portas de Alcochete.

A lista inclui apenas jogadores com idade júnior ou juvenil e por isso exclui Rodrigo Fernandes por já se ter estreado oficialmente na equipa principal do Sporting.

 

10. Tiago Tomás

Avançado centro nascido em 2002, embora júnior de primeiro ano, Tiago já soma minutos e golos na Liga Revelação. Jogador de perfil morfológico que contraria os pontas de lança de outrora, por não ser robusto, é um jogador de grande agilidade e sobretudo percepção dos espaços ofensivos.

Move-se primeiro, antecipa-se e tem grandes argumentos na hora de finalizar. Velocidade na passada e na execução mostra-se também em zonas de criação e dá saída quer no pé, quer em profundidade nos momentos de Transição Ofensiva. A sua enorme mobilidade torna difícil acompanhar os seus movimentos. À porta da equipa principal, Tiago Tomás faz recordar os traços de Liedson, o avançado que encantou com a camisola do Sporting.

 

9. André Gonçalves

Extremo destro, nascido em 2003. Embora juvenil já se estreou pela equipa de Sub23, e naturalmente pela de Sub19. André é um desequilibrador nato. Recursos técnicos e motores notáveis, entorta adversários com uma facilidade incrível.

Com espaço é insuperável e nem coberturas próximas o impedem de ser bem sucedido quando sai para o drible. Qualidade técnica, criatividade e ainda traços de finalizador. André Gonçalves é mais um extremo com o Carimbo Academia Sporting.

 

O futuro do Benfica começa aqui (no nosso top-10 da formação)

 

8. Bruno Tavares

Extremo canhoto, nascido em 2002, entrará na próxima temporada no seu último ano de Sénior. É já um dos mais utilizados na equipa de Sub 23, onde tem maturado qualidades. Drible curto, potência na aceleração inicial e um remate forte e colocado são predicados de um miúdo que desde bem jovem se habitou a ter muito impacto no futebol formação.

A capacidade de progressão em direcção ao corredor central e a finta assente também na sua velocidade de execução tornam-o um jogador com grande capacidade de criação. E mesmo que ainda não deixe marca na finalização na Liga Sub23, é também um jogador com fortes predicados na hora de atirar à baliza.

 

Este é o futuro do Porto (segundo o nosso top-10 da formação)

 

7. David Monteiro

Lateral Direito, nascido em 2004 (juvenil de primeiro ano). Velocidade, resistência física e agressividade notória que lhe permitem fazer todo o corredor, e qualidade técnica e de decisões fazem de Monteiro um lateral com capacidade de criação no último terço. Habilidade motora muito desenvolvida que lhe permite rodar, e sair de espaços curtos com bola dominada, causa constantes desequilíbrios pela forma como ataca o espaço interior ou exterior em progressão.

Sem bola equilibra a equipa, sabe fechar o espaço e tem argumentos nas abordagens defensivas, pela leitura tática que tem do jogo. É um dos jovens que geram maior expectativa não apenas na Academia de Alcochete, mas também no contexto nacional e internacional.

 

Os 10 melhores talentos nacionais

 

6. August Frobenius

Defesa Central de nacionalidade norueguesa, nasceu em 2003, e embora juvenil já soma minutos na equipa de Sub19. O gigante norueguês tem capacidades condicionais e morfológicas que lhe conferem grande vantagem nos duelos defensivos, mas é a forma como decide com bola que o torna um jogador diferenciado.

Um autêntico número dez que joga a central, do alto dos seus mais de 190m. Paciência em posse, descobre espaços entre linhas adversárias e por lá progride ou entrega quebrando estrutura oponente. Sai com classe e com a bola por dentro de qualquer loja de cristais, e candidata-se para uma chegada à equipa principal do Sporting nos anos vindouros.

 

5. Tiago Ferreira

 

Canhoto, nascido em 2002, Tiago é júnior de primeiro ano. Cresceu passando pela posição de lateral e extremo esquerdo, mas é no corredor central que tamanho talento encontra o seu espaço predilecto. A forma como pensa cada lance e a qualidade da sua execução é diferenciada e reveladora do tipo de jogador que é.

Tiago pensa como um dez, e poucos jogadores em toda a formação em Portugal têm a sua capacidade para criar. Um perfil de jogador à Barcelona. Jogador de toque, ataque posicional. Criativo com gesto técnico de encantar. O seu sucesso dependerá sempre do tipo de jogo onde for enquadrado. Não é jogador de enormes correrias, mas ninguém como ele define com qualidade e critério a chegada ao último terço. Uma pérola que faz toda uma equipa jogar.

 

4. João Daniel

 

O médio defensivo nascido em 2002, já somou minutos na equipa de sub 23. Elegante e fino trato da bola, João Daniel fecha o espaço, recupera a posse e entrega sempre com qualidade. É a forma como liga o jogo desde a construção até zonas de finalização que o tornam um jogador diferente.

Técnica de passe muito apurada, sempre associada à decisão rápida e assertiva, encontra os espaços nas costas da Pressão adversária, por mais pequenos que possam parecer. A forma como pensa o jogo, qual número dez jogando à frente da defesa, é o principal catalizador para que a bola chegue redonda à frente, em condições óptimas para o sucesso da equipa.

 

3. Dário Essugo

 

É ainda iniciado (2005), mas porque já compete nos Sub17 tornou-se opção para esta lista. O Médio Defensivo é um autêntico “monstro” em campo. Passada muito larga, capacidade física impressionante e uma inteligência incrível em posse tornam Dário uma das maiores atrações do futebol formação em Portugal.

Tem sempre soluções para ligar o jogo com bola, escondendo-a dos adversários, tornando impossível roubar-lhe a posse. Logo a ele, que recupera todas as bolas que percorram o seu espaço. Um muro do meio campo, que facilita o jogo com bola. Um miúdo que combina os traços ofensivos de William Carvalho, com os defensivos de Danilo Pereira.

 

2. Eduardo Quaresma

 

O central de 2002 entrará no seu último ano de formação realizando já a segunda pré temporada na equipa principal. Habilidade motora expressa na agilidade com que enfrenta cada situação, Edu tem capacidades condicionais importantes, que lhe permitem ser dominador defensivamente, mas é bastante mais pela forma como aborda qualquer lance, defensivo ou ofensivo, que é um elemento diferenciado.

Assume a construção sem dificuldades, e inicia ele próprio o desequilíbrio inicial de cada jogada, para que mais à frente seja possível criar. Qualidade Técnica, capacidades físicas, inteligência e conhecimento tático expresso não apenas no posicionamento base mas na forma como orienta o corpo, seja para controlar espaços, seja para abordar situações de contenção ou cobertura, e saída com bola inteligente, são marcas de um dos melhores centrais de toda a formação em Portugal.

 

1. Joelson Fernandes

 

O extremo nascido em 2003, ainda é juvenil mas já é uma das grandes figuras da equipa Sub23. Ninguém como Joelson teve tanto impacto no futebol formativo nos últimos anos em Portugal. Uma capacidade de desequilíbrio inacreditável permitiu-lhe resolver clássicos e derby’s sem fim de futebol jovem em Portugal.

Driblador, com finalização fácil e letal, Joelson sai com bola de qualquer contenção e cobertura, sempre pronto para chegar ao golo. Um extremo com a marca Sporting, a fazer recordar extremos de tempos idos, que chegaram ao topo do futebol mundial. Velocidade de execução estonteante, agilidade motora incrível e uma qualidade técnica inolvidável, se cumprir tudo o que foi prometendo ao longo do seu percurso no futebol formação, é o jogador português com maior capacidade para definir um jogo.