“Nico Gaitán está sem clube e pode regressar ao Benfica”. “Gostaria de voltar ao Benfica”. “Sei que um dia regressarei”. E isto só numa pesquisa rápida.

A não ser pela cor vermelha, o argentino acaba de se enganar no clube vermelho e trocou as águias pelos bracarenses.

Pois bem, mas agora o norte vai contar com um jogador, de 32 anos, com uma Taça de Portugal, cinco Taças da Liga, uma Liga Europa, uma Supertaça sul-americana e três ligas portuguesas.

Isto tudo aconteceu ninguém sabe bem como, mas aconteceu: é que Nico saiu do Lille por causa da pandemia e ficou sem clube.

Provavelmente queria voltar a ser treinado por Jorge Jesus – que fez com que se transformasse num extremo, que também era número 10 e que até defendia como trinco, como relembra o Expresso -, mas vai acabar a dar tudo por Carlos Carvalhal que, ao que tudo indica, já está a montar uma bela equipa.

Isto depois de uma experiência em França no Lille, outra nos Estados Unidos da América (CHicago Fire), uma na China (Dalian Pro) e outra em Espanha (Atlético de Madrid) – a primeira temporada até correu bem com 30 jogos oficiais, a segunda só fez 13 -, Gaitán está de volta a Portugal.

Só ninguém quer é imaginar como é que vão ser os cumprimentos entre jogadores quando Braga e Benfica se defrontarem. Mas isso são outros quinhentos.

“El Zurdo”, como é conhecido, e criado na Bombonera, fez 253 jogos de vermelho lisboeta ao peito, marcando um total de 41 golos.

Saiu da Luz, lavado em lágrimas, em 2016. Ok, vamos parar com as partes de fazer chorar os adeptos benfiquistas. Vamos à sua história.

Quando chegou à Luz, veio substituir Di Marí… ok, pronto, vá. Falemos de coisas mais engraçadas.

Sabia que Nico não gosta de NBA, mesmo já tendo ir ver um jogo dos Chicago Bulls (ouvir isto agora depois do documentário “Last Dance” é mais uma facada)? E que partilhou o balneário com Bastian Shweinsteiger? Pronto, pronto, mais feliz?

Quando Nico esteve na China também não gostou muito da experiência porque o nível competitivo era muito baixo – e porque só podiam jogar três estrangeiros.

 

Talvez a memória mais escaldante foi quando caiu inanimado no chão e teve de ser socorrido por Yannick Carrasco. Desta, Nico já não se esquece.

No Boca Juniors, onde começou a carreira, esteve por lá dos seus nove aos 22 anos (e foi campeão, sonho cumprido).

Depois, aos 22 anos foi para a Europa onde, anos mais tarde, se viria a arrepender de ter saído do Benfica – não o suficiente para voltar.

Agora esteve mesmo com um pé no Brasil (segundo alegou a imprensa brasileira) para rumar ao Corinthians mas meteu-se com o seu maravilhoso pé esquerdo (a ver vamos se ainda é) no Braga.