Quase um mês depois do arranque de temporada da NBA, e apesar de vários incidentes já expectáveis e que ditaram (e continuam a ditar) o adiamento de alguns jogos, o melhor basquetebol do mundo prossegue vivo.

Será talvez curioso — com potencial de piada — perceber que passado um mês os campeões já lideram a Conferência Oeste com um score bastante respeitável de 11-4, embora com mais um jogo que Utah Jazz e Los Angeles Clippers, que apresentam 10 vitórias e as mesmas quatro derrotas.

 

 

Os Jazz, de Quin Snyder, estão numa imparável sequência de seis jogos consecutivos a vencer, tendo esta madrugada superado os New Orleans Pelicans apesar dos 32 pontos, 5 ressaltos e 3 assistências de Zion Williamson — do lado de Utah o trio formado por Donovan Mitchell (28 pontos, 7 ressaltos, 4 assistências), Jordan Clarkson (18 pontos, 6 ressaltos, 6 assistências) e Rudy Gobert (13 pontos, 18 ressaltos) desequilibraram a coisa que viria a terminar em 118-102.

Esta série é mais uma prova de que são uma equipa temível, que com toda a gente disponível pode voar mais alto e almejar casamentos — talvez sem direito a anel.

 

No outro jogo da noite, os Denver Nuggets superaram os Oklahoma City Thunder por 119-101 e igualaram o seu número de vitórias ao número de derrota: 7-7.

Apesar da estrondosa temporada até agora realizada pelo brilhante poste sérvio Nikola Jokic, a verdade é que os Nuggets não conseguiram ainda chegar ao nível que os levou às meias-finais da Conferência Oeste — embora o ano passado também não fossem propriamente favoritos a um desses lugares, portanto é continuar assim e depois surpreender; bom, continuar não, subir um pouco, uma vez que ainda estão em nono lugar, ou seja, fora dos lugares de acesso aos playoffs.

 

 

Entretanto, para os mais distraídos, chegou um barbudo à Costa Este, ao outro lado da ponte.

O conflito que parecia irresolúvel em Houston acabou por ter um fim que agradou ao Barba, que se juntou assim a Kevin Durant e Kyrie Irving nos Brooklyn Nets.

 

 

Nos dois primeiros jogos voltou a ser um Harden com vontade, aparentemente tranquilo, que joga algum do melhor basquetebol da liga. Na primeira noite diante dos Magic conseguiu um triplo duplo surreal: 32 pontos, 12 ressaltos e 14 (sim, leram bem, 14) assistências.

No jogo seguinte, com os Bucks, somou 34 pontos, 6 ressaltos e 12 assistências. E fê-lo revelando um aparente entrosamento com os colegas, sobretudo com Durant, fazendo jogar a equipa, privilegiando o passe muitas vezes em relação ao lançamento, ora isso é coisa rara no Barba e muito boa de ver. Hoje defrontam os Cleveland Cavaliers e devem vencer sem problemas.

 

 

Significativa foi a vitória que os Nets somaram diante dos Bucks (125-123), segundo classificado da Conferência Este, que tem o mesmo score que os Philadelphia 76ers (9-5) — apenas superados pelo 8-4 dos Boston Celtics, também justificado pelo número reduzido de jogos jogados.

Celtics que hoje defrontam os Philadelphia num dos jogos mais atractivos da noite — e logo à meia-noite.

Os Indiana Pacers — agora sem Victor Oladipo, que rodou para os Rockets na mega-troca de James Harden — defrontam os Dallas Doncic.

Ah, perdão, os Dallas Mavericks, também à meia-noite, num jogo que tem tudo para garantir espectáculo. Sobretudo se o esloveno continuar a jogar assim. Siga o basquetebol. Sem espinhas.