Esquece Deandre Ayton, esqueçam Suns. A noite foi de Giannis Antetokounmpo e dos Bucks.

Tudo faria crer que Devin Booker, 42 pontos, e Khris Middelton, 40 pontos, iriam arrebatar Milwaukee.

Mas não.

Os Bucks voltaram a tomar conta da casa, venceram os Suns 109-103: empataram a final 2-2 depois de uma desvantagem de 2-0.

 

 

Agradeçam ao freak

Graças a Giannis e àquele bloco no final do jogo a segurar a vantagem (e a vitória).

A noite pertenceu a Antetokounmpo – a partir do momento em que o gigante grego impediu o afundanço de Deandre Ayton a pouco mais de um minuto para o final (e os Bucks tinham uma curta vantagem de 2 pontos).

 

 

Aquel bloco mundou completamente o jogo e o rumo da final.

Fez lembrar Olajuwon em 1993 com o bloco a John Starks aforçar o sétimo jogo.

Ou LeBron James a impedir o lançamento de Andre Iguodala na sétima partida em 2016 ante os Warriors.

Agora foi a vez de Giannis Antetokounmpo – o seu impetuoso bloco colocou-se como uma das melhores jogadas da história da NBA.

 

NBA Finals: El Greco continua a pintar

 

 

Faltav 1m17s para o fim do jogo

Deandre Ayton recebeu um passe de Booker e tinha tudo para empatar a partida.

Só não esperav que Giannis lhe aparecesse do nada para impedir o cesto – devolver a bola à sua equipa e partir definitivamente para a vitória.

Se os Bucks ficarem com o anel vai tudo voltar a este bloco.

 

Desde o 2-0 em Arizona que já tinham desitido de Antetokounmpo e do seu escudeiro Khris Middleton, desaparecido.

Parecia a morte da turma de Wisconsin.

Voltou Middleton – 40 pontos, 6 ressaltos em 43 minutos de um jogo louco.

Atirou 33 vezes ao cesto, acertou 15 – nos últimos 50 anos apenas Michael Jordan, Scottie Pippen, Allen Iverson, Kobe Bryant e LeBron James lançaram 33 ou mais vezes num jogo das finais.

 

 

Com Middleton voltou também o melhor Giannis, já recuperado da lesão.

O grego apontou 26 pontos, 14 ressaltos e 8 assistências – números não tão altos mas que não lhe tiram o protagonismo.