As primeiras impressões dão os Golden State, Sacramento Kings e Pelicans como as maiores desilusões. Já os Suns, Hawks e Miami Heat são até ver as maiores supresas. Raptors, Bucks, 76ers e Rockets seguem no mesmo ritmo do ano passado.

Com o verão alucinante que assistimos, já sabíamos que seria de loucos avançar com grandes previsões.

Isto anda tudo louco.

 

O verão louco que mudou (para sempre?) a NBA

 

Se por um lado Raptors, Bucks, 76ers e Rockets continuam a apresentar o bom nível do ano passado, Lakers e Clippers que supostamente vinham para dominar isto tudo, ainda não mostraram à séria aquilo que valem.

Depois temos ainda equipas que ninguém dava nada por elas como os Suns e os Hawks e que andam a surpreender tudo e todos.

Por outro lado, Golden State tem sido a maior desilusão, juntamente com os Kings (ainda sem vitórias) e os Pelicans a implorar que Zion regresse da lesão.

Regressou a NBA, regressaram as longas madrugadas agarradas ao sofá e as poucas horas dormidas em vésperas de mais um dia de trabalho.

Esta madrugada pelo menos há direito a descanso no dia seguinte (para alguns).

Para os privilegiados com direito ao feriado é tempo de aproveitar. A nossa melhor sugestão está dada: Clippers vs Suns.

1 Novembro 2h30
NBA
Los Angeles Clippers vs San Antonio Spurs
1,42 – 2,60

Hoje dá Clippers e Spurs.

Apesar das 3 vitórias e 2 derrotas nos primeiros 5 jogos, que os colocam no 9º lugar da classificação do oeste, 1 abaixo dos playoffs, desengane-se quem pensa que estes Clippers não continuam a ser candidatos.

É que as derrotas surgiram contra duas equipas que estão neste momento de garras de fora (Suns e Utah Jazz) e Paul George continua lesionado. Isto apenas quer dizer que a longo prazo com certeza irão mostrar a razão pela qual são um dos principais candidatos ao título.

Isto porque contam com aquele que é o jogador mais cobiçado da NBA de momento, a par de Antetokounmpo.

 

 

As estatísticas falam por si. Tanto no capítulo dos pontos, que continuam ao mesmo nível do que mostrava em Toronto (27 pontos por jogo), como nas assistências, com um registo substancialmente superior ao do ano passado (7.5 assistências por jogo, contra as 3.3 do ano anterior).

Já os Spurs vieram para este inicio de temporada sem criar muitas expectativas. Entraram de fininho, como se diz na gíria.

Sem nenhuma movimentação de maior, a equipa continua a depender de LaMarcus Aldridge e DeMar DeRozan e muitas das previsões indicavam que poderiam nem sequer ir aos playoffs.

Até agora têm contrariado tudo e todos, com 3 vitórias em 3 jogos disputados.

Vai haver jogo em L.A!

As maiores desilusões

Se quisermos falar das maiores desilusões até ao momento, todos os olhares se centram nos Golden State Warriors.

A nova casa não tem dado sorte nenhuma à equipa de Steph Curry que agora tem até a companhia de Dlo, vindo dos Nets. A Oracle Arena que funcionava como um verdadeiro santuário para os Warriors foi substituída pela Chase Centre Arena, que ainda não os viu ganhar uma única vez esta temporada (2 jogos, 2 derrotas vs Clippers e Suns).

Podiam estar a compensar fora, mas nem isso. Apenas uma vitória contra outra das desilusões (Pelicans) e outra derrota frente a uns OKC pouco competitivos.

Defensivamente estão bastante mal depois das saídas de Iguodala e Durant e o 11º posto já colocou muito boa gente a pensar se não será até possível que não consigam ir aos playoffs.

Seria um escândalo isto acontecer à equipa que muito diziam que iria deter a hegemonia por largos anos e ser melhor que aqueles Bulls de Jordan e os Lakers de Kobe.

E agora para piorar a situação Steph Curry juntou-se a Klay Thompson e está também lesionado. É caso para dizer – boa sorte GSW!

 

 

Ainda na Califórnia, para os lados de Sacramento, as coisas também não vão bem Ainda não somaram qualquer vitória nos cinco jogos disputados e não se prevêem melhorias.

Se a época passada deu a ideia que estavam a construir uma boa base de futuro (quase que conseguiram os playoffs), este ano estão longe de conseguir provar que merecem estar nos oito primeiros.

No caso dos Pelicans, com a vinda de Zion era normal que as expectativas aumentassem de imediato. Aliás, sempre transpareceu que apenas se livrariam de Anthony Davis, se viesse uma estrela tipo Zion para a equipa. Foi precisamente o que aconteceu.

Por azar dos azares, lesionou-se na pré-época e estará de fora até lá para meados de Dezembro. Até lá terão que aguentar a todo o custo com a ajuda do trio vindo dos Lakers, composto por Lonzo Ball, Brandon Ingram e Josh Hart, que até agora não tem dado conta do recado.

As maiores surpresas

Estas são fáceis.

Phoenix Suns são os primeiros da lista.

Qualquer que fosse o lugar que não o último seria positivo para os Suns. O segundo pior registo da NBA o ano passado, apenas à frente dos Knicks, não auguravam nada de bom para a equipa de Phoenix esta época. Tinham lá Devin Booker para ir mostrando serviço, mas nada que os conseguisse salvar de mais uma época no lote dos piores.

Até ver tem sido completamente ao contrário. Têm sido aguerridos, muito atléticos, e acima de tudo parecem ter encontrado uma boa forma de gerir as suas lacunas técnicas.

As vindas de Ricky Rubio e Aron Baynes têm ajudado a cumprir a missão, que já vai em 3 vitórias (uma delas contra os Clippers) e 2 derrotas (Utah Jazz e Denver Nuggets).

O bom inicio poderá estar explicado não nos novos jogadores mas talvez sim no treinador, Monty Williams, antigo treinador adjunto dos 76ers.

 

 

Quem também tem dado o ar da sua graça tem sido os Atlanta Hawks. Tal como os Suns vinham de uma temporada difícil e com poucas perspetivas de ambicionarem voos mais altos na tabela.

Até agora os resultados têm mostrado o contrário e muito graças ao conjunto de jovens que tem surgido, todos com muito talento e alguns deles a chegarem a patamares de excelência como é o caso de Trae Young (medias de 26.8 pontos, 5 ressaltos e 7.3 assistências).

É já a cara da equipa e poderá ser ainda esta época um All-Star.

 

 

Em Miami Jimmy Butler voltou a dar esperanças. Bem, na verdade nos primeiros três jogos nem sequer jogou, mas por incrível que pareça os seus colegas chegaram para dar conta do recado.

O destaque vai mesmo para aquele que até agora tem sido amplamente considerado como o melhor o rookie, Kendrick Nunn. Pontos é aquilo que faz melhor, conta já com uma média de 21 por jogo (esqueçam lá ressaltos e assistências). Inclusive na pré época conseguiu chegar aos 40 contra os Houston Rockets.

Agora com Jimmy de volta e com a companhia de Dragic, Tyler Hierro e Bam Adebayo, a perspetiva é de que mantenham o bom registo.

Em boa forma

Não, não esquecemos daqueles jogadores que vocês estão a pensar.

Era impossível não terminarmos sem referirmos primeiro as épocas estrondosas que Kyrie Irving, Karl-Anthony Towns e Paskal Siakam estão a fazer.

No caso de James Harden e Kawhi já sabemos o que a casa gasta, por isso vamos tentar destacar outros nomes.

No caso de Irving, este tem sido a cara dos Nets como seria de esperar sem a presença de Durant, ainda muito longe de recuperar da lesão.

Só na primeira partida bateu logo o recorde de pontos da NBA na estreia por uma nova equipa (50 pontos). Os Nets não têm conseguido transformar as suas boas exibições em vitórias (3 derrotas, 1 vitória) mas não há razão para dramas que tem sido sempre à rasquinha. Digamos que tem faltado uma pitada de sorte.

Kyrie Irving
35.3 pontos
6 ressaltos
6.3 assistências

 

https://www.youtube.com/watch?v=7kSyQpykPjc

 

Já por Toronto, anda um menino que renovou contrato (130 milhões em 4 anos) e que tudo tem feito para substituir da melhor forma Kawhi.

Neste momento, o jogo dos Raptors passa em grande parte pelo camaronês que tem agora a necessidade de se desdobrar em várias funções e aumentar a variedade de investidas no ataque. É precisamente o que tem feito e o números comprovam isso.

Pascal Siakam
28 pontos
9.2 ressaltos
3.8 assistências

 

Pascal Siakam é matemática, amigos

 

Em Minnesota há um novo rei – Karl-Anthony Towns. Este vai ser o ano em que se assume como uma das maiores estrelas da NBA, fica aqui dito.

Um poste que faz tudo, que até ao último jogo (derrota frente aos 76ers onde foi expulso depois de se pegar com Embiid) andava a arrecadar médias de 32 pontos, 13.3 ressaltos e 5 assistências. Um dos melhores no post-up e a melhorar o seu jogo noutras vertentes (triplos por exemplo), não há como negar o seu estatuto como um dos melhores.

Karl-Anthony Towns
27.3 pontos
11.5 ressaltos
4 assistências

Para já tem sido isto, mas relaxem que ainda há muito para vermos de NBA. Por isso sentem-se no sofá, aconcheguem-se e desfrutem das próximas madrugadas de basquetebol ao mais alto nível.