“Empty spaces, what are we living for?”

Talvez não fosse expectável começar um texto a parafrasear os Queen, mas é que “the show must go on”.

Só podíamos estar a falar dos Estados Unidos da América.

Numa temporada de NBA onde não têm sido raros os jogos adiados devido a casos de Covid-19 nas várias equipas — ou, pelo menos, contágios de risco que provocam tais adiamentos — seria de esperar que o All-Star Game não se realizasse.

Ou então isto é mera ingenuidade. Os patrocínios, os contratos, as marcas, a publicidade, as expectativas dos fãs, tudo conta. E a televisão tem de transmitir coisas que nos possam distrair, não é verdade?

 

 

Ontem, à uma da manhã portuguesa, os capitães de equipa Lebron James e Kevin Durant escolheram aqueles que queriam do seu lado do campo, embora KD esteja lesionado e por isso é um capitão à distância, que nem consegue jogar. Este método de draft, com capitães, foi instaurado em 2018 e veio substituir o tradicional embate entre conferências.

Este e Oeste podem, desde essa alteração, estar completamente misturadas. E para não ser o até então habitual pagode, em que ninguém se esforçava e o jogo era profundamente aborrecido, a NBA instaurou, em 2020, a pontuação por quartos.

 

Quem é o GOAT, Jordan ou LeBron? Os números (frios) não têm dúvidas

 

O que é que isto significa?

Que ambas as equipas vão jogar cada período, de 12 minutos, para determinar quem soma mais pontos nesse tempo, ou seja, no início de cada período o marcador volta a zeros.

 

No final do terceiro período avalia-se o resultado e temos um quarto período sem tempo, que termina quando uma das duas equipas conseguir alcançar mais 24 pontos em relação à pontuação da equipa que liderava o marcador.

Vamos supor que está 80-100, a primeira equipa a chegar aos 124 vence o jogo.

24 em homenagem a Kobe Bryant, pois claro.

Este formato é uma espécie de garantia de que temos um jogo muito mais intenso do início ao fim. Mas isso também se explica pelas duas equipas em questão. Que aqui deixamos por ordem de escolha:

 

 

Como pode observar, estimado leitor, estamos perante os melhores dos melhores.

E obviamente temos de destacar os estreantes nestas andanças:

  • Jaylen Brown, que está a fazer uma temporada de sonho em Boston, subindo claramente o seu nível de jogo;
  • Julius Randle para quem também as palavras faltam, carregando os New York Knicks às costas, para uma campanha que os deixa, neste momento, em lugar de playoffs;
  • Zion Williamson, o trator dos Pelicans, que impressiona pela sua condição física e explosividade;
  • e Zach LaVine, a estrela maior dos Chicago Bulls, um dos melhores lançadores e marcadores de pontos da liga.

 

O ÚNICO na NBA a vencer os duelos com Jordan, Kobe e Lebron

 

Do lado de King James o treinador é o líder dos Utah Jazz, Quin Snyder e do lado de Kevin Durant é Doc Rivers a comandar nas tropas.

O critério de escolha é simples: os treinadores cujas equipas lideram as conferências duas semanas antes do All Star Game são aqueles que se vão sentar no banco.

Nada contra Durant, mas deixar que Lebron tenha Giannis, Dončić, Curry, Jokic e o próprio Lebron não é lá grande ideia.

 

His Airness Jordan nasceu há 32 anos

 

Além do main event, teremos também:

  • os habituais concursos de triplos
  • habilidades
  • e afundanços

Com a NBA a dar privilégio aos jogadores que já estejam na bolha All Star, embora haja intrusos.

Nos triplos disputam o título:

  • Booker
  • Mitchell
  • Jaylen Brown
  • Tatum
  • Curry
  • e LaVine

Nos afundunços:

  • Anfernee Simmons
  • Cassius Stanley
  • e Obi Toppin

Nas habilidades:

  • Chris Paul
  • Dončić
  • Covington
  • Sabonis
  • Randle
  • e Vučevic

Tudo isto a decorrer na madrugada de domingo para segunda, em Atlanta.

E na sua casa, também.

Cuidado com essa reunião zoom na segunda de manhã.

 

Wilt Chamberlain, o homem dos 100 pontos