O evento das estrelas regressa com Giannis e Lebron uma vez mais no frente-a-frente.

A cidade do vento, alcunha pela qual é conhecida a cidade de Chicago, recebe a edição deste ano do fim de semana All-Star, o clássico festival anual que junta os maiores nomes e promessas da NBA numa série de jogos e exibições que mostram o que de melhor se faz na liga norte-americana de basquetebol.

Por muitos considerada a meca do basquetebol, Chicago foi pela última vez a cidade anfitriã do jogo All-Star, em 1988, no já demolido Chicago Stadium.

Num ano de 88′ da afirmação do herói dos Bulls e do melhor de sempre da NBA (foi pela 1º vez MVP na liga), Michael Jordan foi o rei desse jogo dos All-Star (40 pontos, 8 ressaltos, 4 roubos de bola, 4 desarmes de lançamento), vencendo também o prémio de mvp do encontro.

No dia anterior, nascia a lenda de Air Jordan, quando venceu o concurso do Slam-Dunk frente a Dominique Wilkins, com um afundanço gigantesco desde a linha de lance livre, momento para sempre eternizado na história do basquetebol.

 

His Airness Jordan nasceu há 32 anos

 

32 anos depois, as atenções voltam-se novamente para a Chi-Town, desta feita no United Center, casa dos Bulls desde 1994.

A menção ao local onde será realizado o jogo de All-Star deste ano não é feita ao acaso.

Ao fim ao cabo, todo o fim de semana All-Star é uma celebração daquilo que melhor se faz na NBA e uma ocasião perfeita para as pessoas da cidade anfitriã poderem ver num só recinto as maiores estrelas da liga, todas ali, confinadas àquele rectângulo com dois cestos.

Ainda por mais quando em Chicago há toda uma cultura de basquetebol embutida nas pessoas cidade, influenciada obviamente pelo impacto de MJ, mas que vai muito além dos Bulls e da sua história de sucesso.

A começar logo pela quantidade de jogadores que lá cresceram e conseguiram cumprir o sonho de jogar na NBA e serem dos melhores.

 

 

Historicamente o expoente máximo da escola de Chicago é Isiah Thomas – não confundir com Isaiah Thomas, o base da equipa actual dos Denver Nuggets.

Indicado para o Hall of Fame em 2000, Isiah é considerado um dos melhores na história da liga e a cara do basquetebol de Chicago, apesar nunca ter jogado nos Bulls. Representou os Detroit Pistons ao longo de toda a sua carreira, de 1979 a 1994, e foi 2 vezes campeão da NBA, 1 vez mvp das Finais, 12 vezes um All-Star.

Por sinal, Isiah foi também um dos maiores rivais de Michael Jordan, talvez porque Jordan, não sendo um nativo de Chicago, tenha quase como que “roubado” o seu lugar de herói dos Bulls que lhe estava à partida destinado.

De Chicago veio também Dwyane Wade, Anthony Davis ou por exemplo, Derrick Rose, este último o herói contemporâneo dos Bulls, franchise pelo qual, em 2011, conseguiu ser o mais jovem de sempre a receber o prémio de mvp (22 anos).

Hoje, passados todos estes anos da hegemonia dos Bulls nos anos 90, a população de Chicago continua a viver intensamente o desporto que os apaixonou. Ao mesmo tempo, os jovens que crescem pelos bairros dos subúrbios da cidade do estado de Illinois, continuam com os mesmos sonhos que Arthur Agee e William Gates tinham em “Hoop Dreams” – o documentário icónico de 1994 que espelha através da vida de dois jovens, o sonho dos milhares de jovens americanos desprivilegiados em busca de mudar a vida através do basquetebol.

Mais de 30 anos depois, poderão inspirar-se novamente nos super atletas que pisarão a quadra do United Center, na esperança de verem outro herói a nascer do jogo dos All-Star e todos os restantes eventos que popularizam este fim de semana, como o concurso de afundanços, habilidades ou 3 pontos.

O que esperar do All-Star 2020?

De um lado Giannis, do outro Lebron. O ano muda mas a história repete-se e os capitães serão os mesmos.

Para o 5 inicial, as apostas do Greek Freak foram algo que surpreendentes mas pensadas estrategicamente. Uma mistura entre o poderio físico de Embiid, a versatilidade de Siakam, o drible de Kemba Walker e o talento gigantesco de Trae Young.

 

 

Já Lebron conseguiu escolher nomes mais sonantes. A primeira escolha nem vale a pena falar: foi obviamente para Anthony Davis, amigo e seu parceiro nos Lakers. As restantes foram apostas teoricamente mais seguras, com dois jogadores com estatuto de mvp’s, Harden e Kawhi e o Rookie do ano passado, Luka Doncic.

 

 

Para este jogo esperam-se ainda alterações às regras de forma a aumentar a competitividade e a homenagear Kobe Bryant. Em memória à lenda, o último período irá terminar assim que uma equipa chegar aos 24 pontos. Já os primeiros 3 períodos serão de 12 minutos e sempre com o marcador a (re)começar no zero em cada um dos períodos.

Este jogo será apenas a cereja no topo do bolo.

Antes disso há ainda muito espectáculo para dar.

Colocando o jogo de celebridades de parte, a acção começará na madrugada de sábado com o jogo das promessas.

Como manda a regra as equipas estarão divididas entre Estados Unidos e o resto do mundo.

Trae Young e Luka Doncic, que estarão presentes no jogo de todas as atenções, farão também parte do elenco das promessas. Trae Young para o lado americano e o esloveno Luka Doncic para a equipa mundo. O prémio de mvp do jogo deverá cair para um destes lados… ou para Zion, claro.

 

 

No concurso de 3 pontos estarão em competição nomes como Joe Harris (vencedor o ano passado), Devin Booker (vencedor em 2018), Trae Young e Zach Lavine.

O concurso de habilidades estará também recheado de estrelas, desde Derrick Rose (venceu em 2009) a Pascal Siakam, passando ainda por alguns vencedores passados como Jayson Tatum (2019), Spencer Dinwiddie (2018) e Patrick Beverley (2015).

Por fim, para simbolizar o regresso do concurso dos afundanços a Chicago, teremos de volta um participante de peso e antigo vencedor (2008), Dwight Howard, que terá como adversários Pat Connaughton (Bucks), Aaron Gordon (Orlando) e Derrick Jones Jr. (Heat).