Pole, vitória, volta mais rápida e liderança do princípio ao fim. Um passeio na estrada com Miguel Oliveira.

O piloto liderou do princípio ao fim, deixou a concorrência para trás e fez a festa em Portimão – a mais sonhada das vitórias.

Mas não é tudo – Oliveira vai passar a liderar a KTM, o que trocado em miúdos quer dizer voar mais alto, o que poderá ser qualquer coisa como lutar pelo título mundial na próxima época.

«É o adeus [à equipa], mas foi um grande dia. É extra especial, porque a minha família não teve oportunidade de ver ao vivo a minha primeira vitória e estão todos aqui. É muito bom acabar a época em alta»

 

O que aconteceu?

Miguel chegou na sexta, saltou para a pole position e largou em primeiro – e acabou também em primeiro.

Com isto conquistou o Grande Prémio de Portugal em MotoGP, fez história claro porque foi o primeiro português a fazê-lo e a coisa nem sequer esteve ameaçada.

No geral, termina na 9.ª posição do Mundial de motociclismo (com mais vitórias do que o campeão Joan Mir, Suzuki).

Valeu a Mir as 7 presenças no pódio, a somar à vitória na primeira corrida em Valência. O espanhol foi primeiro piloto da Suzuki a sagrar-se campeão, desde a conquista de Kenny Roberts Jr em 2000 – e o primeira sem ser Honda ou Yamaha desde 2007, quando o australiano Casey Stoner se sagrou campeão com uma Ducati.

 

Voltemos a Oliveira.

«É surreal. Sonhamos com este tipo de corridas. É incrível. Não tenho palavras»

Depois da primeira vitória em MotoGP, em agosto, no Grande Prémio da Estíria, faltava o outro grande objetivo: vencer em Portugal. Feito.

Em Estíria o triunfo só foi conseguido nos últimos metros, com uma ultrapassagem a Jack Miller e Pól Espargaró na derradeira curva. Agora não foi nada assim: easy peasy.

 

Como?

O português da KTM Tech3 conquistou a 14.ª e última corrida do Mundial, no GP do Algarve, de forma explícita – conseguindo ainda a volta mais rápida (1m39,855s).

Ao fim da primeira volta, o número 88 já tinha quase um segundo de vantagem sobre Franco Morbidelli (Yamaha SRT) e Jack Miller (Pramac Ducati).

 

https://twitter.com/SPORTTVPortugal/status/1330522948269174788

 

No final, Oliveira deixou o australiano Jack Miller (Ducati) em segundo, a 3,193 segundos, e o italiano Franco Morbidelli (Yamaha) em terceiro, a 3,298 segundos.

O português foi um dos 9 vencedores diferentes de provas da edição 2020 do Mundial, juntando-se a:

  • Fabio Quartararo (Yamaha)
  • Brad Binder (KTM)
  • Andrea Dovizioso (Ducati)
  • Franco Morbidelli (Yamaha)
  • Danilo Petrucci (Ducati)
  • Maverick Viñales (Yamaha)
  • Álex Rins (Suzuki)
  • Joan Mir (Suzuki)