Não vai ser um dia fácil para as equipas portuguesas na Liga Europa.

Benfica e Braga vão precisar de se superar se quiserem chegar aos oitavos-de-final da prova.

O empate 1-1 em casa da equipa de Jesus (estamos a chamar casa a Roma por causa da pandemia) e a derrota 0-2 no Minho da formação de Carvalhal colocaram em perigo as partidas desta-quinta-feira.

 

Arsenal vs Benfica

A equipa de Arteta recebe o Benfica na Grécia, e o empate sem golos bastará para seguir em frente, embora não seja de todo previsível que um confronto entre duas equipas de cariz bem ofensivo termine sem que as redes balancem.

Lacazette, Aubameyang e Saka estarão no trio ofensivo dos londrinos.

A velocidade com que se movem configuram desde logo um perigo latente para os encarnados.

Nas suas costas, o jovem Emile Rowe traz a criatividade ao trio de médios, que tem em Partey e Xhaka uma grande capacidade para suster as investidas ofensivas da equipa de Jesus.

 

Rúben-Cancelo-Bernardo (a tripla que deixou Pep encantado)

 

Em contra ataque.

Será assim, que um Benfica organizado com três centrais – é o ponto mais forte dos encarnados – Lucas, Otamendi e Vertonghen dominam espaços defensivos aéreos e pelo chão, e ainda trazem qualidade no primeiro passe que liga a transição – procurará colocar em causa o favoritismo do Arsenal.

Darwin e Luca poderão finalmente encontrar um jogo de transições para que possam colocar no relvado as suas melhores características.

A organização tática do Benfica e um jogo que irá de acordo ao que de melhor os seus jogadores da frente podem fazer equilibrará um jogo perante um Arsenal mais rápido, mais técnico e com outros argumentos.

 

Teikirize, depois do peeners, do oitxenta e oitxo e do aaaaaaaaiiiii

 

AS Roma vs Braga

O Braga de Carvalhal precisará de um milagre para ir a Roma bater a equipa local por três golos e assim seguir em frente.

A capital italiana receberá um confronto entre sistemas que saem em construção com três centrais, mas que também colocam pressão sobre cada um deles por um avançado.

Do confronto Pedro – Dzeko – Mkitharyan contra Tormena – Rolando – Borja, deverá definir-se a toada do jogo. Sem soluções para sair a jogar confortável, os centrais do Braga dificilmente ligarão o jogo pelo chão, e as bolas longas favorecerão a equipa italiana que previsivelmente guardará a posse para a partir daí instalar-se no meio campo adversário e procurar desorganizar em posse a estrutura bracarense.

A organização defensiva dos portugueses em 4x4x2 em zonas mais altas, transforma-se em 5x4x1 quando remetida ao seu primeiro terço, com Galeno a funcionar como um lateral que denota dificuldades a proteger a entrada da bola pelo espaço interior, e ao mesmo tempo longe da baliza oponente para poder saltar em transição e ser perigoso.

 

Buzinão de carinho? Ssssshiu, a tocha olímpica está a passar

 

O resultado da primeira mão condenou a eliminatória num jogo que servirá sobretudo para perceber o que pode Al Musrati fazer em confrontos de grande dimensão.