O Zenit conseguiu uma qualificação para a fase de grupos da Liga Europa mais do que improvável. Diríamos até quase impossível.

Depois da goleada sofrida no primeiro jogo com o Dínamo, em Minsk, por 4-0, as coisas pareciam arrumadas. Pareciam…

A história conta-se assim. Praticamente fora da prova, o Zenit respondeu na mesma moeda no jogo da segunda mão, igualou a eliminatória arrastando-a até ao prolongamento e, aí, goleou por 8-1. Respect?

É a maior reviravolta na competição em 33 anos.

A última vez assim com números assim tão exagerados tinha sido o Real Madrid, em 1985, a recuperar um 5-1 frente ao Borussia Mönchengladbach com 4-0 na resposta, nos oitavos de final – os espanhóis acabariam por vencer a prova, batendo na final a duas mãos o Colónia (5-1 e 0-2), clube alemão que eliminara o Sporting nos quartos de final (1-1 e 0-2).

 

 

Mas centremo-nos na Rússia. Depois daquele 4-0 (3-0 ao intervalo) nessa quinta feira 9 de agosto, com golos de Uros Nikolic (12 e 67), Vladimir Khvashchinskiy (32) e Nino Galovic (41) tudo parecia estar definido. Nada mais errado.

Aos golos dos ucranianos, responderam os russos (um colombiano e um argentino):

Leandro Paredes (22),

Christian Noboa (66)

Artyom Dzyuba (75, 78 e 115 g.p.)

Sebastián Driussi (109)

Róbert Mak (120+1 g.p. e 120+3)

Leandro Paredes ainda seria expulso aos 72 minutos, com o resultado em 2-0, e parecia arredar de vez as hipóteses do Zenith. Mas foi outra prova superada pela formação russa. Com menos um homem ainda conseguiu marcar mais dois golos, por Dzyuba, e levar a decisão para o prolongamento. Ufaa…

A única coisa que o Minsk fez foi um golito de Seidu Yahaya aos 99 e ainda deixou o resutlado em 4-1 e os ucranianos qualificados – só precisavam de não sofrer dois golos. Mas nem isso conseguiram segurar. Sofreram mais quatro.

 

 

Este foi o 4-0 na primeira mão

«Foi um jogo muito louco, daqueles que entram para a história de qualquer clube e do futebol. Sabíamos das dificuldades que teríamos para recuperar uma grande diferença de golos. Mas jogámos com um foco absurdo, com todos a dar 110% de si» Hernani, citado pelo portal Terra