Nos 16 jogos da primeira mão da Liga Europa há duas surpresas a destacar:

Nada está perdido, mas que deram-nos garantia de um bom jogo na segunda mão.

O Lille vai ter de dar à volta ao líder da Eredivisie e os italianos têm de recuperar dois golos sobre os espanhóis.

 

Ajax vs Lille

O líder da Ligue 1 liderou o marcador na recepção ao Ajax até bem próximo do final, onde um autêntico golpe de teatro fez virar o jogo.

Agora na Holanda, expectativa por um confronto equilibrado entre duas grandes equipas.

O Ajax de Ten Hag mantém a organização em 4x3x3 dando espaço de afirmação ao prodígio Gravenberch, enquanto forma um trio ofensivo de irreverência, criatividade e soluções técnicas.

 

O milagre do Braga e o contra-ataque do Benfica

 

Tadic funciona como um falso nove, que finaliza mas também alimenta as entradas dos velozes e dribladores brasileiros – Neres e Antony.

Um jogo aprazível de cariz marcadamente ofensivo, que encontrará o Lille de Galtier, uma equipa especialista em transições rápidas que têm em Renato Sanches o expoente máximo da chegava veloz à frente, onde Jonatan David e Ikoné finalizam com mestria.

Os portugueses José Fonte e Xeka deverão também subir a jogo, e ter papel fundamental.

Fonte traz conhecimento na movimentação à última linha e Xeka é o barómetro que define o timing de acelerar. Amesterdão recebe um confronto sem favoritos, mas com promessas de golos.

 

Nápoles vs Granada

A vitória por dois a zero dos espanhóis baralhou o favoritismo de um Napoli sempre competente desde que orientado por Gattuso.

As várias lesões na estrutura ofensiva da equipa napolitana são um problema de difícil resolução.

Contudo, a partida poderá marcar o regresso de Insigne. Nas suas costas como interiores com grande amplitude e chegada à frente, Fábian Ruiz e Bakayoko têm a qualidade técnica e potencial físico e tático que permitirá ao Nápoles recuperar bolas no meio campo ofensivo e daí sair rápido para procurar encontrar aberto um Granada que contará com Domingos Duarte no centro da sua defesa.

A equipa de Diego Martinez é mais competente quando defende em bloco baixo – assim os seus centrais sentem-se cómodos e demonstram argumentos no jogo aéreo.

O pendor ofensivo italiano trará golos para o jogo, até porque a equipa de Gattuso terá de se abrir para atacar.